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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Com Pedras e Paus




                 Os crimes frequentes cometidos por marginais e vândalos no estacionamento da Universidade de São Paulo (USP), levaram a reitoria a firmar um convênio com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de S. Paulo, pelo qual a Polícia Militar se incumbiria da manutenção da ordem no local.
       Com a presença rotineira dos policiais no campus, houve a detenção de três estudantes que fumavam maconha na região; esse fato gerou protestos e o confronto direto de um grupo de jovens com os policiais. Com pedras e paus os sediciosos danificaram cerca de seis veículos do governo do estado.
       Nem todos os estudantes eram contrários à presença da polícia nas dependências da universidade. Um grupo numeroso, formado por alunos de todas as áreas, inclusive da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, promoveu até ato de apoio ao pacto entre a Reitoria e a Secretaria da Segurança Pública.
       Entretanto os revoltosos ocuparam e danificaram as dependências da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; logo em seguida invadiram o prédio da reitoria, de onde exigiram a saída da Polícia Militar do campus, a rescisão do pacto com a Secretaria da Segurança Pública e o arquivamento de processos na justiça.
       Após determinar o corte da energia elétrica, água e internet do prédio ocupado, a reitoria ingressou na justiça, requerendo a reintegração de posse.
       O poder judiciário concedeu a ordem e deu um prazo para que os amotinados desocupassem as dependências invadidas.
       Tendo transcorrido o tempo sem que os invasores cumprissem a determinação judicial, foram conduzidos para o distrito, onde agora responderão ao inquérito policial e ao processo crime por desobediência.
08/11/2011   

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vendendo a alma para o demônio

O cerco que os nazistas impuseram a Stalingrado, durante a II Guerra Mundial, foi determinante para o início da queda do III Reich.

Os nazistas, com um exército numeroso, bem treinado, coeso e armado, sitiaram os soviéticos por alguns anos.

A pertinácia de Adolf Hitler, no entanto, depois de conseguido o seu objetivo, não permitiu que suas tropas se rendessem, quando todos esfomeados, maltrapilhos e sem munição, viram-se sozinhos, nos escombros da cidade abandonada.

A loucura de Hitler, que não o deixava ver os fatos, equilibrado pelo bom senso, levou-o à morte, juntamente com a maioria dos que compunham o seu governo.

Entre 1933, ano em que subiu ao poder, até 1943, quando seus exércitos começaram a ser derrotados, o eleitor alemão deveria, para se ver livre das perseguições, juntar-se aos nazistas. Isso equivalia a vender a alma ao demônio.

Estudos psiquiátricos posteriores davam conta de que o Fuhrer sofria de impotência sexual e negava-se a tomar os remédios prescritos para a deficiência, advinda em decorrência da perda de um dos testículos, na I Guerra.

Hitler era teimoso, colérico. Ele agredia facilmente aos que se recusassem a obedecer aos seus comandos e não hesitava em mandar suprimir a vida daqueles com quem antipatizava.

Os judeus eram os alvos preferidos de Adolf Hitler e seus comandados. Durante a guerra, ele mandou matar milhões de pessoas em vários campos de concentração.

Antes de mandar seus prisioneiros para as câmaras de gás, Hitler os escravizava. Milhões de cidadãos, dentre eles poloneses, tiveram de construir estradas, pontes e realizar várias outras obras sob o domínio nazista.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Poder da Propina

A corrupção mata quando o corrompido em troca da propina que recebe, permite a construção de moradias nas áreas de risco.

A corrupção destrói famílias inteiras quando o corruptor, em troca da “bola” que recebe, não impede o motorista embriagado de prosseguir dirigindo.

A corrupção também mata a esperança de justiça, quando as autoridades judiciárias permitem, ao político profissional, seguir com a carreira, crivada de denúncias de crimes contra a administração.

O suborno extermina a vida de uma cidade inteira, quando garante a esse mesmo político profissional, a sua permanência nos postos privilegiados.

Agarrados às tetas públicas, por uma vintena ou mais de anos, essas mentes malignas legislam em causa própria, ofertam mimos às suas próprias pessoas e induzem ao erro as almas puras.

Você percebe que o político é profissional, quando na dúvida entre escolher o benefício para a coletividade e a manutenção do próprio cargo, escolhe a segunda opção.

A corrupção provoca danos quando permite ao lelo o ingresso numa faculdade de medicina; depois de formado, o insensato estupra 39 pacientes.

Corrupção tem muito a haver com hipocrisia, com fingimento, simulação. Jesus pedia aos seus discípulos que tivessem cuidado com esse tipo de fermento.

Num quarteirão pode existir um grupamento familial onde as drogas, o álcool, o tabaco, o analfabetismo e a violência predominam, sem que isso mereça qualquer atenção, tanto das autoridades civis quanto das eclesiásticas.

A propina teria muito mais força em causar as omissões, do que a própria consciência de que essas pessoas seriam também criaturas divinas.

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

O documento por correspondência



Como é que pode um analfabeto ter carteira de habilitação? A lei diz que para a pessoa poder dirigir automóveis, ônibus, caminhões e motocicletas deve ser alfabetizada. Se não o for como é que vai decifrar os sinais de trânsito?

Já imaginou o prejuízo que a incapacidade para ler pode trazer para uma cidade, quando um cidadão conduzindo um veículo imenso, não consegue entender os numerais que se referem aos limites de altura, escritos no alto de um viaduto?

Essa história de “dar um jeitinho”, para acomodar a situação complicada, pode custar bem caro. Você já pensou nisso?

Um grupo de pessoas para se estabelecer explorando a prestação de serviços, precisa conhecer profundamente o trabalho que efetua e seguir todas as orientações previamente determinadas para tal atividade.

As limitações impostas pela pobreza material, miséria espiritual, ou até mesmo pela idiotia congênita, não são excludentes das obrigações que devem ser seguidas a risca.

Em outros termos, nem a demência ou a pobreza material, podem livrar os responsáveis pela tal empresa de trabalhar dentro dos limites impostos pela lei, pelo bom senso e a boa prática.

Se as autoridades responsáveis do município fazem vistas grossas para as irregularidades, tornar-se-ão cumplices dos causadores de prejuízos a terceiros, da mesma forma que o responsável pelo departamento de trânsito, é conivente com o motorista analfabeto que provoca danos, quando não distingue os sinais de trânsito.

 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Betoneira e a Carroça

As pessoas vivem em comunidades e, nos lugares mais atrasados, parece que algumas pretendem dominar a região impondo suas vontades pela força de animais.

Geralmente a insanidade, a ignorância e a estupidez fazem com que algumas almas doentias ajam impelidas pelo ódio e a inveja. Com o senso embotado pelo álcool, tabaco e outras drogas, essas pessoas tem o julgamento equivocado embasadores de atitudes impulsivas próprias dos loucos.

Não é raro o cometimento de crimes contra a vida, praticados contra algumas vítimas que mal podem se defender. É o império da violência, do machismo, do autoritarismo, que ainda viceja forte, em algumas regiões da cidade.

O predomínio da grosseria significa a derrota da educação, da própria política educacional do município, dos bons modos, da cordialidade no trato, que são valores pelos quais o homem brasileiro é conhecido.

O sistema educacional da cidade vê em tais casos, a ineficácia de suas ações e intenções. A prevalência da estupidez, reforçada por percepções doentias e fora da realidade, indicam uma região mórbida na urbe, que os responsáveis políticos se recusam a enxergar.

A omissão das autoridades legislativas e do executivo sugere a cumplicidade nas irregularidades, que atentam descaradamente contra a ordem legal do município.

Assim, estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços escudados por atitudes negligentes, desses ocupantes do mando, agem desafiando a lei, não preenchendo os requisitos exigidos pelas normas.

Então bares, oficinas, e outras atividades que deveriam apresentar alvarás, quitação de taxas e demais impostos, atuam sem a mínima observância das tais exigências.

Sem recursos o município vê-se obrigado a buscar verbas junto aos governos estadual e federal para pagar suas contas.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Se segura, malandro!

A gente se acostuma com tudo. Até mesmo com a tinta spray que os psicopatas lançam diariamente dentro da sua casa. Sabe que já estou gostando? Dá um barato legal. Não consigo mais me ver passando um dia sequer, sem aspirar o produto da obsessão desses seres danosos.

Que seja coisa do demônio eu não duvido. O tinhoso resolveu incorporar nos fracassados e quando percebem a janela aberta, escancaram logo as válvulas pelas quais vazam os fluídos do inferno.

O camarada que a comanda é viciado no elemento e acho que procura me fazer ver que o barato, que a coisa provoca, não é tão ruim assim. Mas com psicopata você precisa ter cuidado. Ele pode sair correndo atrás de você com uma faca, ou encher sua cara de tijoladas. E daí? Você vai reclamar pra quem?

Já me disseram pra fazer um churrasco, dar pão, cerveja, cigarro e pinga pros loucos. Mas eu não consigo fazer isso. Tem a tal bunduda, de calcanhares rachados, que passa sempre defronte a minha casa, olhando de soslaio, e procurando ouvir os ruídos. Tudo serve pras fofocas do dia, pro fomento da animosidade.

A miséria do espírito é muito pior do que a pobreza material. De um jeito ou de outro você pode se rodear de bens materiais. Mas pra sair da ignorância eu não conheço outro jeito que não seja o de estudar, adquirir o conhecimento.

Como é que o diabo conseguirá isso se é analfabeto de pai, mãe e enfermeira? Então você fica à mercê dos degenerados. A polícia não pode fazer nada. Os psicopatas não cometem crimes. O Judiciário estaria tão aporrinhado, com tanta coisa pra julgar, que a decisão sobre mais uma bagatela seria inócua.

Matar os psicopatas a pauladas não daria certo. Na cadeia, certamente as noites teriam muito mais tinta do que agora. O que nos resta? Rezar pra que os loucos se emendem e tenham um pouco mais de educação e civilidade? Quem sabe?

Os milagres acontecem. Mas psicopata é psicopata. O sujeito que deixa de puxar carroças e passa a viver de pensão alimentícia, certamente obteve uma ascensão social. Saiu de baixo pra um patamar acima. Mas não aprendeu as regras seguidas no seu novo núcleo. Ele ainda segue com a mente formada no lixo, na sarjeta, no meio das baratas, das moscas, no mau cheiro da bosta e do mijo que o rodeava.

Então o conflito. Como é que você vai ensinar os bons modos dos civilizados aos deficientes ociosos que não precisam trabalhar pra viver? É jogo duro, mano! Você precisa ter um saco enorme, uma paciência de Jó.


E como diria o Dicró:


- Se segura, malandro!



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pintor é detido por pichar o Cristo Redentor

O pintor Paulo Souza dos Santos, 28, foi detido ontem (22) após admitir ter pichado a imagem do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Ele foi ouvido durante três horas na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, no bairro São Cristóvão, zona norte da cidade, sendo liberado em seguida.

Na delegacia o pichador esteve acompanhado pelo cantor Waguinho, pelo pastor evangélico Marcos Pereira e pelo advogado Alexandra Magalhães Braga. No seu depoimento que durou três horas, Paulo Souza dos Santos confirmou a participação de Edmar Batista de Carvalho, o Zabo.

Souza dos Santos disse que na noite de quarta-feira (14), ele e Edmar Batista de Carvalho subiram até o Cristo Redentor pelos trilhos do bonde que leva até o monumento, aproveitando os andaimes, instalados em virtude de uma obra de restauração, para alcançar o rosto da estátua de 33 metros de altura. Os dois picharam mensagens como “cadê a engenheira Patrícia?”, “Cadê Priscila Belfort?” e “Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”, além das assinaturas “Zabo” e “Aids”.

Depois do crime Paulo procurou a igreja evangélica Assembléia do Deus dos Últimos Dias (ADUD) em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde foi aconselhado pelo pastor Marcos Pereira a se entregar às autoridades.

Segundo o advogado, que também pertence à igreja, Edmar Batista de Carvalho entrou em contato com a ADUD, mas não retornou. Espera-se que ele se apresente à polícia no início da semana que vem.

Diante da delegada titular Juliana Emerique de Amorim, o criminoso se disse arrependido, afirmando que sua intenção não era a de profanar ou ultrajar o cristianismo. Depois disso ele teria pedido desculpas ao povo fluminense e à arquidiocese do Rio de Janeiro.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o trabalho de limpeza das pichações deve durar 15 dias.





segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Subindo pela contramão

Isso é que é um serviço bem feito e respeito pela propriedade alheia. Ninguém pode mesmo reclamar. A responsabilidade chegou e se instalou no local. E perceba que ainda nem começaram a usar o compressor de ar.


Quem é o herói, com coragem suficiente, para deixar o seu carro na mão de um “funileiro” desses? O serviço, depois de terminado, apresentará um resultado na lataria, bem pior do que quando chegou à oficina.

Note que o tal “funileiro” usa até um enxadão para desamassar o pára-lamas do carro.

Não seria de estranhar se essa “oficina” estivesse instalada numa ladeira, onde para subir é necessário trafegar na contramão.




terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Os tranca-ruas

O funileiro maluquete que insiste em provocar o vizinho, lançando na sua casa a tinta spray, usada na pintura de automóveis, prossegue com a sanha demencial diária. O doente não tem serviço na funilaria, mas pra não ficar quieto, provoca com a poluição do ar, com o barulho e as vibrações nas paredes.
O imbecil tem parentes funcionários públicos, que garantem as sacanagens por ele promovidas. Já disseram que a besta não é galinha, mas que também não tem nenhum dente na boca. Isso todo mundo sabe.
Na verdade o cara é desocupado, um meliante frustrado, que começou a construção de um sobrado, num bairro próximo e depois de muito tempo, não conseguiu concluir. As estruturas apodreceram; se não fosse a parentela funcionária, que o ajudou na venda dos escombros, a múmia tabágica teria perdido tudo. Veja como é louco, como não sabe calcular.
Um de seus filhos também desocupado, vadio e sem educação, amancebou-se com uma carroceira, catadora de papelão. Ela já tinha filhos de outros relacionamentos e vivia vagando pelas ruas, em busca do tal lixo reciclável.
Essa jovem envolveu-se com um metalúrgico casado e já aposentado, com quem teve uma criança adulterina. A pensão alimentícia que o vovô fanfarrão paga mensalmente à bastarda, é usada pelo vagabundo amancebado, no sustento dos seus próprios vícios.
Os tranca-ruas vivem bêbados, sentados nas sarjetas e calçadas, promovendo desordens e arruaças. Num tempo que não vai muito longe, era mania de um deles, incendiar móveis, portas, paus e outros lixos que encostava numa parede do terreno, situado em frente à casa deles.
Há muitos anos havia uma senhora idosa, viúva que residia sozinha numa casa vizinha dos meliantes. A pobre velha era atormentada dia e noite até que se mudou. Mas você pensa que a loucura dos degenerados cessou? Enquanto não viram as três casas que pertenceram à infeliz, completamente vandalizadas, em ruínas, eles não sossegaram.
Essa gente é do tipo que não dorme sem antes ter feito o mal para alguém. Mas para os parentes, frequentadores da Igreja do bairro, eles são uns santos, vítimas de muita incompreensão.
O uso das drogas pesadas não é novidade entre eles. Há uma criança que padece em decorrência de afecção pulmonar crônica, adquirida no contato constante com o clima poluído pela fumaça dos cigarros dos malucos.
O ambiente é fétido, empestado, sujo, mal ventilado e mal iluminado. Há muita gente para pouco espaço. A tensão emocional é diuturna. As autoridades públicas do município não se importam muito com isso. Parece que pontes e asfalto das ruas, já os ocupa bastante.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Questão de saúde pública





Tenho dito que num bairro periférico sempre há os loucos mais atrevidos. Desse tipo que atira tijolos sabe-se que o desconforto no próprio lar é um fator enlouquecedor de estresse. A imundície nas dependências da casa, o aglomerado de muita gente e a crença nas seitas satânicas, torna a vida, especialmente das crianças, bastante sofrida.


Quando o pai e a mãe já não conseguem mais o controle do filho problemático e da nora analfabeta, percebe-se que a atividade econômica do patriarca, encontra-se numa encruzilhada, prestes a cerrar as portas.

O sustento do tal núcleo familiar problemático, que gera desconforto aos vizinhos, dependerá então, da pensão alimentícia que um dos filhos da concubina percebe, por força da decisão judicial. A própria comunidade, alertada para os transtornos emergidos naquele centro, e distribuidos ao bairro todo, se precaverá ao prestar auxílio material até que o comportamento se coadune com as normas da boa educação.

Uma enorme discussão envolvendo o fechamento dos hospitais psiquiátricos, ocupou a atenção dos especialistas do setor, durante algum tempo, levando boa parte deles a conclusão de que o simples servir como asilo ou “depósito de loucos”, não seria humanitário e nem mesmo terapêutico.

Então como proceder nesses casos de comportamento desviante, reinvindicativo, hostil, ameaçador e inconformado? Pode uma comunidade sujeitar-se às suscetibiidades do grupamento malfeitor que se escora nas crenças do satanismo?

Na vizinhança desse modelo de família problemática, a rotatividade das pessoas que alugam as casas, mudam-se e logo depois partem, rescindindo os contratos, é enorme. Considera-se neurotizante, enlouquecedor até, a contiguidade a esse tipo de associação. Poucas famílias conseguem ficar por muito tempo, nas proximidades.

O poder público pouco se importa com a existência dos confliltos. As possíveis soluções não serviriam como troféus ou conquistas a serem exibidas nas prováveis campanhas eleitorais futuras. Não renderiam prestígio e muito menos votos.

Paciência, dizem alguns. É preciso ter paciência com crueldade alheia. O alcoolismo, considerado uma doença relevante, geradora desse tipo de situação, precisa ser tratado. A integridade moral, física e patrimonial das demais pessoas, viventes no entorno, depende da argúcia dos terapeutas públicos.

Na verdade o problema é um desafio àquelas autoridades sanitárias do município que se preocupariam, de verdade, com o bem estar da população. Antes mesmo da ufania que a metástase dessa infecção, possa causar nas ideologias políticas do momento, a cura poderá trazer consigo a distinção e os méritos reservados aos bons médicos.

Fernando Zocca.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Do funileiro louco e seu semelhante italiano





“Carlão” e Tartaglia: loucura agressiva


Tanto o agressor do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, Massimo Tartaglia, que o atingiu no rosto com uma réplica metálica da catedral de Duomo, quanto o funileiro “Carlão” que no dia 27 de Dezembro de 2007, agrediu um vizinho à tijoladas, ambos tem algo em comum: problemas psiquiátricos.


Massimo Tartaglia, segundo os jornais italianos, faz tratamento há mais de dez anos enquanto que o tal funileiro, que não é galinha, mas que também não tem nenhum dente na boca embriaga-se diariamente há muito mais tempo.

Uma diferença prima facie notada é que os primeiros vivem na Itália, Europa, enquanto que os segundos, no Brasil, América do Sul. No momento da violência, lá na Itália fazia um frio danado, enquanto que no Brasil o calor era insuportável.

Tanto numa cena quanto na outra havia público. Em Piracicaba, na esquina das ruas Fernando Febeliano da Costa e a Napoleão Laureano, as pessoas se aglomeravam para ver o maníaco jogando tijolos, enquanto que em Milão, também os simpatizantes de Silvio Berlusconi, aglutinados, acabavam de ouvi-lo discursando.

MassimoTartaglia, num único golpe, foi certeiro tendo fraturado o nariz e quebrado dois dentes de Berlusconi, enquanto que o doido louco de Piracicaba lançou uma saraivada de pedras, não acertando nem uma sequer no seu alvo.

O atacante milanês, logo depois da sua loucura, pediu desculpas pelo mal causado, enquanto que o babaca piracicabano, acompanhado por seus filhos, cerca todas as noites, a casa da vítima arrojando impropérios.

As vítimas tanto do lelé milanês, quanto do pirado piracicabano, já passaram dos cinqüenta anos. Massimo Tartaglia tem 42 enquanto que “Carlão” ultrapassou a metade dos 60.

O homem violento de Milão faz tratamento médico psiquiátrico por causa dos desajustes comportamentais, enquanto que o bêbado piracicabano não se incomoda muito com isso.

A vítima de Massimo Tartaglia tem uma legião de antipatizantes, enquanto que a do “Carlão” boca-de-galinha, nem tanto.

Os simpatizantes do agressor milanês são muitos tendo sua página na internet – já apagada - contabilizado mais de oitenta mil seguidores. Também os afeiçoados do “Carlão” não são poucos, sendo que uma parcela significativa o ajuda com os alimentos doados pela comunidade.

“Carlão” é casado e tem dois filhos. Um deles é amancebado possuindo junto de si mais três crianças de pais diversos e um cachorro. Nesse aglomerado vivem de acordo com o que possibilita a pensão alimentícia, paga pelo pai de um dos filhos da concubina.

Massimo Tartaglia jogou na sua vítima uma estatueta de metal, enquanto que o maluco bêbado de Piracicaba lançou mão de tijolos catados na sarjeta.

Tanto num caso como no outro nota-se a violência, cujas causas precisam mesmo ser tratadas, sob pena de perigar a saúde e a integridade física dos circundantes.




sábado, 12 de dezembro de 2009

"Carlão" provoca dano na casa vizinha




As trincas na parte interna e externa do banheiro acentuam-se a cada dia pelo trepidar de um compressor instalado na propriedade do tal “Carlão”




A irresponsabilidade permite que continue sendo empregado, de forma danosa, um compressor instalado na propriedade do elemento conhecido como “Carlão”. A emissão constante da tinta usada para pintar automóveis, dos solventes, das trepidações e o ruído tem causado sérios danos materiais aos proprietários do imóvel contíguo, de número 186.


Um solapamento de terreno teria sido iniciado durante as reformas feitas nos imóveis 178 e 182, casas 1 e 2 da Rua Napoleão Laureano. Porém os constantes tremores da estrutura da moradia, provocado pelo mau uso do compressor, instalado na propriedade do indivíduo “Carlão”, têm aumentado, de forma sensível os males na casa.

As fendas na parede interna e externa do banheiro, já bastante acentuadas, tornam-se a cada dia mais destacadas e o temor de um desabamento intensifica-se.

Leia na categoria polícia outras matérias relacionadas ao mau uso da propriedade.



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Anibal, o Cortador de Cana

Aníbal depois que chegava em casa, vindo da roça, onde passava a maior parte do dia cortando cana, tomava banho e arreava o burrão, atrelando nele a charrete, usada para comparecer ao bar do Maçarico.


Isso era o que comummente acontecia. Pois foi naquela tarde de terça-feira que Aníbal, cansado da lida no eito, chegou à choupana habitada por ele, a mulher, e os dois filhos.

O homem vinha nervoso, exausto, fedido, mal humorado e ansioso pra beber, junto com os companheiros, o primeiro gole de pinga num dos botecos da cidade.

- Cadê a canequinha pra tomar o banho? – gritou ele, cheio de ódio, à Murtinha. A mulher temerosa com os espancamentos habituais olhou para a porta do barraco; queria-a desimpedida, para no caso de algum influxo de piti virulento, acometer o marido, pudesse ela safar-se com sucesso.

- Não sei. Deve estar perto do poço. – respondeu ela parada defronte ao fogão à lenha, onde enxugava as mãos no avental amarrado na cintura.

- O Nelsinho brincava com a caneca lá perto da fossa. Será que não está lá? – completou Murtinha cheia de boa vontade.

- Na fossa? Mas esse moleque quer mesmo levar uma surra! Será que não aprende? – Aníbal já estava sem camisa, sem as botinas e de calção, queria lavar-se.

Depois que ele vestiu os chinelos, saiu em direção ao local por eles chamado banheiro. Na verdade o chuveiro não passava de uma lata cheia d´água fria, antes retirada do poço, mantida suspensa num poste e, inclinada ao ser puxada por uma cordinha, deixava cair o líquido sobre o banhista. Uma bacia posta sob os pés do usuário, reservava a água que depois era reutilizada para o enxágue com a caneca.

Aníbal lavou-se apressadamente, enxugou-se e de volta pra casa, vestiu-se aproveitando a privacidade relativa do quarto. A casa não tinha forro e as paredes chegando até certa altura, não vedavam completamente o cômodo. Permanecia um espaço grande do limite superior das paredes até o madeiramento que sustentava as telhas.

Não eram raros os momentos de amor entre Aníbal e Murtinha, cujos gemidos eram ouvidos pelos filhos, deitados no aposento contíguo.

Mas naquela terça-feira, com uma vontade incontrolável de beber a sua pinga necessária Aníbal, já vestido mandou laçar o burro que pastava na redondeza. Ele então preparando os arreios e a charrete, atrelou-os no animal que ruminava.

O lavrador pegou aquele seu rádio enorme e ligando a fiação numa bateria de automóvel mantida no assoalho da viatura, acionou-o podendo ouvir, naquele momento, a história do menino da porteira, cantada pelos violeiros famosos.

Ajeitando o chapéu de caubói no alto da cabeça, por sobre os cabelos que embranqueciam, e espancando o burro com um açoite, pôs-se o Aníbal a caminho da sua mais nova e esperada aventura etílica.

Momentos antes de sair da propriedade, de passar por seus limites, antes mesmo de chegar ao portão, ele parou e voltando-se pra trás gritou:

- Mulher! Ô mulher: não esquece de dar painço pros periquitos! Você ouviu criatura?

Murtinha apareceu à porta da cozinha e acenando pro marido, propiciou a ele a despreocupação que precisava, para beber sem atropelos.

Ao chegar ao bar do Maçarico Aníbal encontrou Van Grogue que sentado numa mesa de canto, lia a seção de esportes do jornal tupinambiquense.

- Ué, mas não houve coleta de lixo hoje por aqui? – perguntou o cortador de cana pro Maçarico, depois de apontar com o queixo o bêbado leitor.

Maçarico sabia que os dois não se davam. Primeiro porque Van Grogue era muito mais novo que Aníbal, segundo porque este não era letrado o que dificultava a compreensão dos ditos pelo primeiro.

Por ser incapaz de entender o que dizia Grogue, Aníbal considerava-o louco. Era o jeito que ele usava para manter a sua autoestima inalterada, geralmente abalada pelos discursos do homem, sabedor de tudo o que publicavam os jornais.

Maçarico abriu uma cerveja servindo o lavrador. E querendo ajudar disse:

- Eu também não tive tempo de aprender a leitura. Precisei trabalhar cedo. Meu pai cortava cana. Minha sorte foi que minha tia veio de São Paulo e me levou pra casa dela onde aprendi o bê-á-bá.

- E se não tivesse aprendido, hoje você seria babá de criança retardada, com certeza. – arrematou Aníbal para o espanto do Van Grogue que se desconectou da leitura.

- Ora, ora, mas vejam quem está aqui. O famoso Aníbal, o homem que gosta de caçar e prender periquitos. Você ainda está vivo criatura? O que sucede? – Grogue com a voz pastosa de quem já bebera a cota do dia, levantava-se para se achegar ao carroceiro.

Aníbal evitando qualquer contato com aquela figura detestável, pediu ao Maçarico que lhe vendesse um garrafão de pinga. Depois de pagar a mamãe-sacode e a cerveja, que deixou por terminar, ele saiu dizendo:

- Antes beber sozinho a baronesa do que a cerveja gelada, em má companhia.



Fernando Zocca.





sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Funileiro Polui Ar do Bairro




O funileiro Carlos Harder Morais, vulgo “Carlão”, residente à Rua Napoleão Laureano, 164 no bairro Vila Independência continua poluindo o ar com a emissão de tinta automotiva, prejudicando a saúde de pessoas residentes na vizinhança.



Na oficina não há regras e muito menos observância de horários de trabalho e descanso. A emissão de poluentes ocorre inclusive durante o período das refeições. Não são raras as vezes em que durante o almoço e a janta é-se surpreendido pelo odor forte de tinta e solventes prejudiciais à saúde.



No dia 27 de Dezembro de 2007 na esquina das Ruas Fernando Febeliano da Costa e Napoleão Laureano Carlão agrediu com tijoladas um dos seus vizinhos. Na ocasião, sob surto psicótico, depois de jogar pedras no morador, o agressor chamou seus dois filhos para também perseguirem e agredirem a vítima.



Os agressores Carlão, Gabriel e Carlinhos perseguiram o homem, que se queixava do mal estar provocado pelos poluentes, até a Lan House situada à Rua do Trabalho 356 onde, com muita violência quase derrubaram o portão da garagem.



Um dos agressores já tem passagem pela polícia pela prática do crime de furto.




quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Os Vitoriosos

Você já viu a quantidade dos escândalos públicos provocados por políticos, mostrados quase que diariamente na TV?

É governador que recria dutos desviantes da “seiva” dos seus caminhos oficiais; é outro que se envolve nas embrulhadas nos Departamentos de Trânsito; é prefeito que supervaloriza preços de móveis, cobra propinas de empreiteiros, valendo-se depois do dinheiro do público para oprimir adversários e por aí vai.

Na sociedade eles se autodenominam vitoriosos, frequentam as páginas sociais dos jornais e das TVs, passando a idéia de que todo o patrimônio que possuem é fruto do trabalho honrado.

Até parece.

Eu já lhes disse que quando era moleque fui vendedor de máquinas de escrever e relógios de ponto?

Se não contei passo agora a fazê-lo. Minha tia Olanda, irmã de meu pai preocupou-se, numa determinada ocasião, ao me ver assim de léu em léu, sem ter o que fazer, numa cidade tão pujante como era Piracicaba daquele tempo.

Então ela me apresentou a um representante comercial, vendedor de máquinas de escrever e relógios de ponto, que denominarei Eliseu, estabelecido no Centro da cidade. Depois de algum tempo de conversação fui admitido e passei a circular a pé pelas ruas com os prospectos do material que vendia.

Ante os sucessivos dias sem qualquer resultado positivo, o representante que me recrutara disse que desejava ter “uma palavrinha” comigo. Por isso eu precisaria estar com ele antes do início do expediente lá na loja, num dia determinado.

E lá fui eu.

Quando cheguei o estabelecimento ainda estava fechado e parado na calçada defronte a casa comercial, esperei o Eliseu que chegava. Ele abriu a porta metálica que ocluía o ambiente e, depois de vê-lo arejado convidou-me a sentar diante de uma mesa dessas de escritório.

Eliseu então passou a fazer uma espécie de palestra num tom baixo, suave, monocórdico e grave, com a qual me aconselhava a deixar a cidade, pois não podia ver nela um futuro bom para mim.

Depois de me dizer que aqui até o delegado responsável pelo Departamento de Trânsito “levava o dele na maciota” garantiu-me o Eliseu que não existia político honesto, mas sim muitas investigações falhas.

O representante comercial Eliseu foi falando, falando, contando que tinha de vender tantas e tantas máquinas de escrever e relógios ponto por ano, pra Prefeitura, para a Câmara Municipal, para o Dedini, pra Esalq, para as escolas estaduais, e não sei mais pra quem.

Ele me garantia que se eu continuasse com aquela produção que demonstrara, morreria logo de fome. O espertíssimo Eliseu dizia que eu deveria acordar o meu lado “esperto” e que não me preocupasse em não praticar atos ilícitos, pois os vitorioso não tinham tantas amarras éticas ou pudores excessivos.

E Eliseu exemplificava dizendo-me que quando renovava o patrimônio da Prefeitura, substituindo as centenas de máquinas de escrever usadas, por outra centena de novas, sempre ganhava um dinheirinho a mais.

Naquele tempo eu não podia conceber qual seria a fórmula aplicada para receber, além do preço do material, o algo mais, arrancado por meio de ardil.

Hoje qualquer estudante adolescente sabe que essa “esperteza” chama-se superfaturamento de preços.

Pra quem ainda não teve contato com o assunto explica-se usando um exemplo da história recente de alguns políticos bem conhecidos. Se uma ambulância custa, para uma Prefeitura, o preço x, o nosso esperto homem de negócios, travestido de político, faz com que ela seja paga com o valor de 2x pela instituição que representa. O fornecedor recebe o seu x e o nosso habilidoso político embolsa o outro x, que após rateado entre os demais participantes da estratégia, incorpora-o ao rol dos seus bens particulares.

Depois então de uma ou mais gestões, impunes, gordos, saciados, satisfeitos, e debochadores, mostram-se vitoriosos nos programas de TV, pagando para estamparem suas fotos nas colunas sociais dos jornais e financiando outras mídias correligionárias.

Bom, eu não tinha vocação nenhuma pra vendedor de máquinas de escrever e, mesmo sem levar algum dinheiro a que teria jus por negócio entabulado, me mandei pra nunca mais voltar.

Você acredita que só porque lhes conto essas coisas um vizinho – funileiro louco – enche minha casa de tinta todos os dias?


Fernando Zocca.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

FUNILEIRO BÊBADO MATA A FILHA COM UM TIRO NA CABEÇA

Agência Folha - São Paulo (SP)

A Polícia Civil prendeu ontem o funileiro Nailton Nonato de Freitas, 42, acusado de ter matado a filha Simone Maria de Freitas, 19, em 3 de setembro do ano passado. O crime ocorreu na casa de Freitas, na Rua Igarapé Vintém, no Parque Edu Chaves, zona norte de São Paulo. Segundo o chefe dos investigadores do 73º DP (Jaçanã), Talma Bauer, responsável pelas investigações, no dia do crime Freitas chegou em casa bêbado e tentou agredir sua mulher, Débora Maria Zarameli, 50. Durante a briga, as filhas Simone e Kátia Maria de Freitas, 22, intervieram. Freitas atirou contra Simone, acertando-a com um tiro na cabeça. O funileiro ainda tentou atirar três vezes contra Kátia, mas a arma teria travado. Após o crime, segundo o investigador, Freitas tentou roubar o carro de um vizinho, que também foi atingido no ombro.

O funileiro conseguiu roubar outro carro, que abandonou em seguida no Jardim Brasil, zona norte, e fugiu.

Freitas foi detido ontem à tarde, após denúncia, em uma oficina mecânica no Parque São Rafael, zona leste da cidade. O investigador afirmou que o funileiro confessou o crime e disse que já teria matado outra pessoa em Maceió, há anos, porque o rapaz teria estuprado sua irmã. ‘‘Ele confessou o crime e disse que matou a filha porque ela era malcriada. Estávamos atrás dele desde o dia do homicídio na zona norte.’ Segundo Bauer, Freitas saiu de Alagoas e veio para São Paulo em 1973, onde conheceu Débora. Eles moravam juntos até o dia do crime e tiveram quatro filhos: além das duas meninas, outros dois rapazes, um de 11 e outro de 12 anos.

Débora disse à polícia que Freitas sempre bebia e batia nela. Disse ainda que o funileiro ameaçava matá-la caso denunciasse as agressões. Segundo o investigador, Freitas já tinha passagem pela polícia por latrocínio, mas foi absolvido da acusação pela Justiça.

sábado, 10 de outubro de 2009

PAIXÕES A ARDER




È inegável que a violência grassa nas grandes concentrações humanas. Não são incomuns as reuniões de pessoas que passam horas a bebericar, para depois, por um me da cá aquela palha, agredirem aos próximos com chutes no peito ou garrafadas nos costados.


De quem seria a culpa de tanta selvageria, de tanta falta de educação? Como você pode dizer ao pai de um moço amancebado, viciado em drogas, que seu filho agride pessoas com palavras, fisicamente com pontapés e garrafadas, se o próprio pai do meliante também passou por condenação penal e não está nem aí com o problema?


Como pode o cidadão comum dirigir-se à gordurosa mãe do proxeneta a fim de lhe pedir a frenação da loucura daquele produto podre do seu ventre? Ô carniça! Que tipo de conversa teria você, meu amigo leitor, com um assassino em potencial, que faz do ócio dos seus dias inúteis, momentos de perturbação do sossego alheio?


Que diria você, minha amiga leitora, para uma pessoa sustentada com o dinheiro que recebe a concubina, em decorrência de uma ação de alimentos proposta contra um pobre infeliz ingênuo, apanhado na armadilha da barriga de aluguel?


O que diria o senhor delegado de polícia, a senhora assistente social da prefeitura, para as pessoas amontoadas em cortiços de onde não se vê sair nada de bom que não seja drogas ilícitas?


Observa-se, em alguns trechos, da abandonada Vila Independência muitos cistos, cabeças-de-porco, verdadeiros chiqueiros formados por amontoados de pessoas vindas de famílias desfeitas, totalmente privadas de boas maneiras e civilidade.


Onde estão os pais responsáveis por esses selvagens? Onde está a autoridade policial a quem incumbe a repressão ao tráfico de drogas ilícitas?


Onde estão as autoridades legislativas e do executivo dessa cidade? Estariam por certo em lugares diversos dos demais trechos em que permanecem imobilizadas nas perenes poses para as fotos com as quais se exibem ao púbico?


Cadê a educação das jovens adolescentes abandonadas pelo pai irresponsável, quiçá agalhado pela mulher leviana? Onde está a responsabilidade do avô libertino, que nada faz pela educação das aprendizes de meretriz, a não ser esperar com avidez o pagamento efetivado constantemente pelo poder público? Onde está a sensatez da velhota ocupante do lugar da avó morta em circunstâncias ocultas?


Onde estão os pais da moça que vive no bem-bom usufruindo as pensões alimentícias, pagas por homens diversos, genitores dos filhos adulterino e natural?


Que segurança se pode ter nestes bairros distantes onde no mínimo você pode levar um pontapé no peito ou uma garrafada nas costas?


Piracicaba é maior do que esse lixo hospitalar, lixo de cadeia, lixo de prostíbulo, e lixo de botequim que se acumula nos cortiços obscuros e tenebrosos da cidade, justamente neste começo do fim do mundo.