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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Comportamento Maldoso

Cada um sabe onde lhe aperta o sapato. Cada um sabe de si. Assim, ninguém melhor do que a própria pessoa para dizer o que é bom ou ruim para ela mesma.

Seria um despropósito completo se eu quisesse decidir qual o estilo de vida que o meu brother devesse adotar. É um disparate, por exemplo, forçá-lo a ver que o alcoolismo não é um caminho que o levará ao progresso ou sucesso financeiro.

Enquanto a pessoa não se aperceber disso, por ela mesma, nada pode ser feito. A pessoa agitada, inquieta, que não tem sossego, que vive arreliando a paciência dos parentes próximos e dos vizinhos, será um chato até notar que não está agradando. Até que se toque.

Mas o pentelho poderia desconfiar sobre o que aconteceria com ele, se soubesse do fim que tiveram os insensatos, que agiram assim antes.

A crueldade tem limites. E quando o mal que se faz aos outros começar a agir no próprio maldoso, ele saberá que chegou a hora de parar com tudo.

Enquanto isso, que tenham muita paciência a concubina, os enteados, a mãe, o irmão e o tiozinho do obsedado. Como é que se pode dizer que seja normal o sujeito que passa 72 horas acordado, falando sem parar?

Essa figura precisa de acompanhamento especializado; precisa de orientação e de alguém que possa lhe dar algum conforto. Mas enquanto o próprio paciente não considerar a necessidade do descanso, ele permanecerá no mesmo ritmo.

Cremos que esse tipo carece de amor, de afeto, de consideração. Foram coisas que ele não recebeu durante a infância e adolescência.

Talvez por ter tido pais alcoólatras, violentos, insensíveis e bastante grosseiros, não houvesse a possibilidade de escolha de outra forma de comportamento que essa, bastante nociva.

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terça-feira, 11 de maio de 2010

A Divina Providência

A vida no arrabalde não é fácil. Mas eu não concordo com quem afirma que seja o trecho de uma cidade onde se concentra o que não esteja tão salutar.

Existem os demenciados de sempre, isso é inegável. Há sujeitos teimosos que encontram muita dificuldade na assimilação das mudanças. Esse estado deteriorado de mentalidade pode causar muitos danos ao infeliz, tanto de ordem emocional como físicos.

O inconformado é sempre agitado, não tem sossego; sua inquietude perturba os enteados, a concubina, a mãe que já está cansada de tanto sofrimento, o irmão e o tiozinho gazeloso.

Não tem pinga que sossegue o língua solta. Ele pragueja desejando o mal pra todo mundo. Ninguém se isenta de tanto mau humor; sua importunação é perseverante.

Dizem que se trata de problema de ordem espiritual, de obsessão. Eu não duvido disso. Creio que o tal sofredor precisaria passar por tratamentos de desobsessão nos locais apropriados.

Ninguém melhor do que a divina providência para acertar e equilibrar todas as coisas.



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domingo, 14 de fevereiro de 2010

O Uso Terapêutico do Nabo

A compulsão é uma coisa horrível que torna seu portador um verdadeiro escravo. O falar seguidamente, o olhar para o espelho, o beber, o usar determinada cor no vestuário são tipos de obsessões perturbadoras.

É muito difícil o sujeito acometido por essas idéias fixas, se livrar do sofrimento. Às vezes nem incômodo isso é para ele.

O voyeurismo é considerado patologia consistente na obtenção do prazer sexual pela observação dissimulada de cenas íntimas. Por exemplo: o olhar reiteradas vezes, pelo buraco da fechadura do quarto, a própria irmã trocando de roupa, indica ter o tal sujeito as características que definem a patologia.

Se o camarada é daqueles que sobe até no muro do quintal para “buraquear” a filha do vizinho tomando banho, reforça-se a noção de ter ele o tal desvio de personalidade, que o identifica com os traços dos portadores da afecção.

O falar de forma incontrolada palavras sem sentido, repetindo-as da mesma forma que numa tipografia, a máquina impressora repete a idêntica impressão, demonstra o desequilíbrio emocional desconfortável que pode ser tratado por especialistas.

Esses transtornos, ideações fixas, assemelham-se aos pântanos, águas paradas que, apodrecidas, fermentam impregnando os circundantes. Parentes próximos, nas habitações superlotadas, são os primeiros a contaminarem-se com esse tipo de doença.

Assim como existem os sofrimentos, do mesmo jeito há também as formas de curá-los. Existiria uma corrente fitoterápica que lecionaria ser o nabo um recurso redutor importante do padecimento dos faladores compulsivos.

Empregado na forma de supositório o nabo teria a propriedade de induzir o conforto que o padecente não dispõe. A agitação psicomotora e até mesmo as afecções dermatológicas seriam curadas com o uso contínuo da brassicássea.

O nabo é um vegetal muito conhecido, popular e eficiente devendo ser bem lavado antes da utilização. É preciso observar se não há excesso de herbicidas ou qualquer outro produto químico utilizado durante o plantio. Isso pode se constatar pelo odor que emana do produto.

Se o vegetal estiver muito desenvolvido, ou seja, se estiver com acúmulo de água aparentando inchaço, haverá de ter o paciente, algum cuidado no modo de usá-lo. Os nabos mais antigos carecem de fervura preliminar.

As folhas e demais penduricalhos aderidos ao vegetal devem ser afastados. Os parasitas que acercariam a planta não teriam outra função do que a de minar os substratos componentes da estrutura.

As experiências comprovariam serem as fixações desconfortáveis reduzidas a níveis de equilíbrio semelhante aos observados nas pessoas normais.

sábado, 10 de outubro de 2009

PAIXÕES A ARDER




È inegável que a violência grassa nas grandes concentrações humanas. Não são incomuns as reuniões de pessoas que passam horas a bebericar, para depois, por um me da cá aquela palha, agredirem aos próximos com chutes no peito ou garrafadas nos costados.


De quem seria a culpa de tanta selvageria, de tanta falta de educação? Como você pode dizer ao pai de um moço amancebado, viciado em drogas, que seu filho agride pessoas com palavras, fisicamente com pontapés e garrafadas, se o próprio pai do meliante também passou por condenação penal e não está nem aí com o problema?


Como pode o cidadão comum dirigir-se à gordurosa mãe do proxeneta a fim de lhe pedir a frenação da loucura daquele produto podre do seu ventre? Ô carniça! Que tipo de conversa teria você, meu amigo leitor, com um assassino em potencial, que faz do ócio dos seus dias inúteis, momentos de perturbação do sossego alheio?


Que diria você, minha amiga leitora, para uma pessoa sustentada com o dinheiro que recebe a concubina, em decorrência de uma ação de alimentos proposta contra um pobre infeliz ingênuo, apanhado na armadilha da barriga de aluguel?


O que diria o senhor delegado de polícia, a senhora assistente social da prefeitura, para as pessoas amontoadas em cortiços de onde não se vê sair nada de bom que não seja drogas ilícitas?


Observa-se, em alguns trechos, da abandonada Vila Independência muitos cistos, cabeças-de-porco, verdadeiros chiqueiros formados por amontoados de pessoas vindas de famílias desfeitas, totalmente privadas de boas maneiras e civilidade.


Onde estão os pais responsáveis por esses selvagens? Onde está a autoridade policial a quem incumbe a repressão ao tráfico de drogas ilícitas?


Onde estão as autoridades legislativas e do executivo dessa cidade? Estariam por certo em lugares diversos dos demais trechos em que permanecem imobilizadas nas perenes poses para as fotos com as quais se exibem ao púbico?


Cadê a educação das jovens adolescentes abandonadas pelo pai irresponsável, quiçá agalhado pela mulher leviana? Onde está a responsabilidade do avô libertino, que nada faz pela educação das aprendizes de meretriz, a não ser esperar com avidez o pagamento efetivado constantemente pelo poder público? Onde está a sensatez da velhota ocupante do lugar da avó morta em circunstâncias ocultas?


Onde estão os pais da moça que vive no bem-bom usufruindo as pensões alimentícias, pagas por homens diversos, genitores dos filhos adulterino e natural?


Que segurança se pode ter nestes bairros distantes onde no mínimo você pode levar um pontapé no peito ou uma garrafada nas costas?


Piracicaba é maior do que esse lixo hospitalar, lixo de cadeia, lixo de prostíbulo, e lixo de botequim que se acumula nos cortiços obscuros e tenebrosos da cidade, justamente neste começo do fim do mundo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O fluxo palavroso



Calma crianças! Não se desesperem, chega de brigas e discussões. Que tal se pararmos um pouco só com a verborreia infecunda e passarmos a admirar, em silêncio, o que a natureza tem a nos oferecer de melhor?


O falar compulsivo indica um certo desequilíbrio emocional, passível de correção pelo pessoal especializado. A verbalização, sem a busca do sentido lógico do pensamento, objetivaria a redução da tensão emocional, presente num ambiente retesado e desconfortável.


Porém a prática tem demonstrado que esse procedimento pode causar opressão e mal estar, especialmente nas crianças. Temos de lembrar que os seres pequeninos judiados nos dias presentes, no futuro, serão os que praticarão, contra os mais velhos, essa espécie de sadismo logorréico.


Para os que vivem inseridos dentro dos ambientes fechados, onde as percepções sensoriais são limitadas pelas paredes, nada mais salutar do que ter à nossa frente, os horizontes expandidos, o ar fresco a refrigerar a alma e o sol aprazível aquecendo o cocoruto.


Os hábitos têm consequencias diretas sobre a nossa saúde e daqueles que vivem ao redor. O que poderíamos esperar daqueles adultos, que ainda em tenra idade, seriam levados por padrastos e avôs aos bares, onde estariam expostos aos tais vícios nefastos?


Vemos que há muita privação do bom senso, carência mesmo, daquele espírito de Jesus, que tudo releva e perdoa. Ninguém gosta de ficar com a “batata quente”. Todos desejam, a todo o momento, livrar-se, seja a qualquer custo, da “bagaça” do desconforto. Foi Jesus Cristo quem nos ensinou que, para termos uma sociedade mais justa, mais digna, devemos suportar as dores todas, ofertando ainda, em troca o perdão. É por isso que, louvando a todo momento, o nosso Senhor Jesus Cristo, ele deva sempre ser louvado.