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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Os Perturbados


Pessoas perturbadas, emocionalmente instáveis, moralmente deficientes e intelectualmente primitivas, tornam o ambiente residencial impróprio ao desenvolvimento saudável das crianças.

Esse mesmo adulto, em idade produtiva, desocupado, transtorna tanto a dinâmica do lar, que impede as brincadeiras das crianças, interferindo na evolução física e emocional.

O analfabetismo impede os contatos dos deficientes com o mundo desenvolvido, com a saída do próprio umbigo e com as experiências das demais pessoas.

A iliteracia facilita o vicejar das crendices e bota suas vítimas sob o capricho de quem pode manipulá-las. Não é raro haver “religiosos” e políticos amparando a situação da qual obtém credibilidade.

Algumas afecções mentais tipo Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), ou agitação psicomotora, fazem das suas vítimas indivíduos insones, improdutivos e verborréicos; transforma-os em tiranos que agem sob crueldade, acicatando com estereotipias, os filhos, enteados, parentes e vizinhos.

A infatigabilidade, a obstinação, e a beligerância tornam o inconformado reivindicante, um verdadeiro algoz dos que vivem ao seu redor.

Ornados com certa credibilidade, alguns doentes mentais, em estágios mais avançados, podem incitar os parentes, amigos e vizinhos a promover arruaças, verdadeiros motins de rua.

Sob surto psicótico, esse tipo de alienado, pode agredir com tijoladas, ou mesmo usar diuturnamente ruídos, vibrações de maquinário, e poluição do ar, como “castigo”, contra quem antipatizam.

As autoridades municipais coniventes mostram-se omissas, diante dos problemas desse tipo.



domingo, 25 de julho de 2010

Na mesa do botequim

O tempo passa muito rápido e a gente nem se apercebe; quando nos damos conta, pimba, já era. Então vemos a molecada chegando pra fazer, o que mais ou menos, sempre fizemos.

Depois de alguns dias enclausurado sempre é bom caminhar um pouco, pra estender os músculos. E quando a gente movimenta o corpo os pensamentos fluem mais fáceis pela mente; assim é possível lembrar-se das coisas há muito esquecidas.

Então, de repente, uma saudade imensa dos momentos bons, que talvez não voltem mais, impõe-se à nossa consciência: onde estariam aquelas turmas todas que, nas horas festivas, irradiava alegria, sem demonstrar qualquer temor pelo futuro?

Copos e garrafas ajuntados nas mesas dos botecos marcantes, daqueles gloriosos anos dourados, testemunhavam o consumo que alegrava as horas das noites inesquecíveis.

Nas mesas de sinuca, quando se deixava o tempo escorrer entre os dedos, lançava-se muita vez, a esperança dos ganhos, que pagariam as despesas da noite.

Sabemos que viemos da mãe terra e é pra ela que voltaremos. Entre esses dois momentos – a chegada e a partida - seria bom que agíssemos de tal forma que, depois que estivéssemos em “outros planos”, alguém sempre se lembrasse, com muito carinho, da nossa passagem.

Portanto é bom livrar-se do mau humor, da inveja, do ódio e da maledicência. Enquanto praguejamos, o tempo passa e a gente nem percebe que também já passamos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os loucos do quarteirão

Num quarteirão existem os mais loucos e esses tipos podem apresentar sinais que os distinguem. A agitação é uma das características perceptíveis.

Os sintomas da agitação psicomotora são os seguintes: 1) – Insônia de vários dias, perda da capacidade de dormir. 2) – Humor irritável com exagero das manifestações agressivas a estímulos inofensivos. 3) – Angústia, “medo”, pavor e pânico. 4) - Regressão à etapas primitivas da organização psíquica, irracionalidade das atitudes. 5) - Conduta hiperativa, desorientada desmesurada, multiforme; falta de sentimento de cansaço e esforço; movimentação constante, como o de uma pessoa impaciente, que está num certo lugar à espera de algo e que ao mesmo tempo quer sair para fora. 6) – O enfermo experimenta uma imperiosa necessidade de movimentar-se; anda sem parar de um lado para outro apressado, irritado, aborrecido, como se tivesse preso num determinado limite e a procura de saída. 7) – Dificuldade de manter diálogo com predominância de monólogos incompreensíveis. 8) – Agressividade sujeita a impulsividade. 9) – Transtorno de consciência, com flutuação do nível da consciência, desorientação e em certos casos, estado confusional.

As pessoas dotadas de maior acuidade ou senso de observação podem notar que, em determinado doente mental do quarteirão, destacam-se alguns sintomas. Dentre eles a insônia de vários dias, perda da capacidade de dormir; o medo; a predominância de monólogos incompreensíveis e agressividade sujeita a impulsividade.

O delírio persecutório, de interpretação, e as confabulações são também facetas observáveis com facilidade nessa personalidade insana, acometida pela agitação psicomotora.

Sob surto os loucos do quarteirão desassossegam os vizinhos usando muito ruído, vibrações, fumaça e tinta automotiva. Além dos motins de rua, arruaças, podem atacar com paus, tijolos ou agredirem moralmente.



Obra consultada: Semiologia psiquiátrica.

Dra. Maria Levy.



segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os Assassinos do Quarteirão

Por Geraldo Bandeira



Geralmente os assassinos em potencial de uma comunidade, agem provocando a vítima, tentando obter dela uma reação, que justifique a matança.

Hospedeiros de psicoses várias, os matadores podem verberar por muito tempo, perturbar as vítimas com ruídos, fumaça ou outro elemento químico, objetivando o confronto direto.

Os matadores de um bairro podem tentar a consumação do crime, usando tijolos ou paus. A miséria material impediria a aquisição de armas para a consecução dos intentos criminosos.

As ocupações desse tipo de criminoso limitam-se àquelas em que despendem grande esforço físico, tais como a coleta de lixo nas ruas, funilaria e pintura de autos.

Observa-se entre esse tipo de criminoso o uso de drogas, tanto as aceitas socialmente como o cigarro e o álcool, quanto as de uso proibido, como a maconha e o crack.

Não é rara a constatação de doenças cárdio-respiratórias dentre os viciados que, nos finais de tarde, se aglomeram nos botecos, onde satisfazem as necessidades mórbidas.

A irritabilidade provocada pelo uso continuado dessas drogas viciantes, redundará em ações provocativas a parentes, vizinhos e animais domésticos. A ação de incitar o próximo serve como aliviadora das tensões neurológicas e do local onde habitam.

A moradia desses tipos demenciados é geralmente muito suja, apinhada de gente, onde imperam o analfabetismo, as superstições e muita crueldade.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Mau Senso

Claudinho Bambini, o veadinho branquelo que cismou poder espancar o Grogue numa quizila surgida na praia artificial Tupinambiquence disse, naquela tarde, para a turma toda reunida:

- Vê se tem cabimento uma coisa dessas: o sujeito vendeu o carro que tinha e depois se arrependeu, negando-se a entregar a coisa. Esse mau senso ultrapassou os limites negando-se a devolver o dinheiro que havia recebido, por dizer que o gastara.

A rapaziada que, acomodada debaixo dos guarda-sóis, bebericava cerveja e caipirinha, folgando sob o mormaço inclemente, quase não dava atenção ao Bambini, mas mesmo assim ele prosseguia:

- Esse tal Van Grogue pensa que é muita coisa. Pois todo mundo sabe que o ordinário, tem passagens pela polícia, tendo sido detido várias vezes, inclusive por tentativa de incêndio. Pegaram essa “carniça” querendo incendiar um boteco com um coquetel molotov.

Enquanto Claudinho completava sua comunicação, ingerindo uma talagada da engasga-gato, um avião monomotor, arrastando atrás de si uma faixa publicitária com os dizeres VAI QUE DEPOIS EU VOU, passou voando baixo.

Um dos que estavam ao redor do Bambini perguntou:

- É verdade que agora todas as portas do inferno se abrem para o escrofuloso? Vai pras cucuias esse Grogue maligno?

Quase ninguém prestou muita atenção no que dissera o sujeito, primeiro porque todos estavam “pra lá de Bagdá”, impermeáveis a qualquer impressão que lhes pudessem proporcionar os estímulos do ambiente. E segundo porque o Claudinho Bambini ligara o rádio a pilhas, que trouxera, em volume suficientemente alto que dificultava o entendimento das palavras dos confinantes.

- Ouvi dizer que Geraldinho Chuchu, do gabinete do Jarbas, está interessado no projeto daquele circo do prefeito. - afirmou Edgar D. Nal, acendendo um cigarro. - Dizem também que o prefeito vai contratar um engenheiro para construir barcaças que farão passeios turísticos pelo rio Tupinambicas. Será verdade?

Como a praia artificial feita por Jarbas, na margem esquerda do rio, ficava próxima ao prédio que abrigava a prefeitura, puderam os banhistas ver o alcaide quando este chegava naquela tarde, para o trabalho. Bambini disse.

- Veja lá o homem das licitações. Ele vasculha tudo, remexe a papelada antiga, mas não se importa quando fazem o mesmo com ele. O mundo inteiro sabe que esse prefeito é brejeiro e que acoberta maganões. Ele usa a seita maligna do pavão-louco para conseguir seus objetivos. Mas já não está tão eficiente assim.

- Bambini, ô Bambini, vê se tem um pouco de cajibrina pra mim. Imagine só, com esse calor quem é que agüenta ficar sem tomar cerveja. - clamara, de repente, Mariel zonzo de tanta cana.

Mariel Pentelini que até aquele momento não se manifestara, mantendo um silêncio tumular, levantou-se e caminhando até a margem do rio, puxou de lá um cordel que tinha amarrado na ponta, um recipiente de tela metálica, dentro do qual havia dezenas de latas de cerveja.

- Não desperdice bebida assim. Nós vamos ficar até mais tarde. - esbravejou Aquino Pires, o funileiro que vendera a oficina depois que a polícia o flagrou adulterando vários chassis de carros furtados.

Van Grogue sabia que aquela turma vadia e ameaçadora só podia estar na praia àquela hora, por isso passou devagar com seu carro, observando de longe, o grupamento de desocupados.

- Não é à toa que a maioria desses panacas vive à custa das pensões do INSS. Bando de vagabundos. É o dia inteiro assim: passam o tempo bebendo e dizendo insanidades. Como é que pode um país progredir com gente desse tipo? Olha lá, tem até um caubóiola no meio da súcia.

Bambini e sua quadrilha também desejavam que Grogue sumisse da cidade. Quem mais se interessava por isso era Jarbas, o energúmeno, que deixaria de ter seu eleitorado exposto aos fatos contidos nos processos criminais, que apuravam os crimes por ele cometidos, e proclamados aos quatro ventos, pelo imbatível Van de Oliveira Grogue.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Holanda acaba com o sonho brasileiro

Num jogo dramático no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, a seleção holandesa venceu hoje, de virada, por 2 a 1, o selecionado nacional que volta pra casa.

No primeiro tempo os brasileiros foram mais positivos, cabendo-lhes a iniciativa das grandes jogadas.

O Brasil que manteve também, por mais tempo, a posse de bola, chegou ao gol na etapa inicial, com Robinho que aproveitou o passe longo de Felipe Melo.

Os holandeses chegaram ao empate na segunda etapa, numa jogada aérea – cruzamento na área - feito da direita, pelo canhoto Sneijder. A bola tocou em Júlio César e em Felipe Melo, antes de morrer no fundo do gol.

No segundo tempo houve também a expulsão do volante Felipe Melo, por pisada violenta e desnecessária no atacante adversário. O desfalque desequilibrou o time de Dunga.

Logo em seguida, depois da cobrança de um escanteio, a bola foi tocada de cabeça, pra trás, onde estava de novo, o camisa 10 Sneijder, da “laranja mecânica”, que fez o gol da vitória. O desempate provocou o desespero no selecionado de Dunga.

“Ninguém prepara um time para perder. Sempre para ganhar. Lógico que esse nervosismo se deve ao fato de o adversário virar o jogo. Acaba acontecendo o nervosismo. O jogo não andava, cada falta demorava algum tempo para dar prosseguimento, isso deixa nervoso”, disse Dunga numa entrevista à imprensa.

 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Moraes agride repórter a tapa

O vereador Lourivaldo Rodrigues de Moraes (DEM), conhecido como "Kirrarinha", na manhã de ontem (28/06), nas dependências do Centro Integrado de Segurança e Cidadania, agrediu a tapa a repórter Márcia Pache.

Márcia Pache trabalha na TV Cento Oeste, filiada ao SBT, na cidade de Pontes e Lacerda, situada a 450 quilômetros de Cuiabá, na região Oeste do Estado.

A violência aconteceu quando Márcia foi entrevistar Moraes depois dele ter prestado depoimento nos dois inquéritos policiais instaurados contra ele.

Num dos inquéritos o vereador é suspeito de ter obtido uma procuração para receber a aposentadoria de uma idosa analfabeta, de 74 anos, e de não ter devolvido todo o dinheiro.

O outro inquérito foi aberto por ter Lourivaldo Moraes incitado a invasão de imóvel em um conjunto habitacional construído com recursos públicos. Segundo consta no inquérito, até as chaves da casa invadida foram encomendadas pelo vereador.

As imagens de toda a agressão contra a repórter foram transmitidas pelas duas emissoras de TV daquela cidade.

Márcia trabalha há 15 anos com jornalismo no interior de Mato Grosso. Antes de ser contratada pela TV Centro Oeste, atuava em Cáceres, onde se destacou na TV Descalvados.

Ela fará, nesta terça-feira, exame de corpo delito. Márcia anunciou que processará o vereador dos Democratas.

sábado, 19 de junho de 2010

A tormenta eterna

Um dia esses equívocos todos devem terminar. Sabe quando fazemos juízo de alguém, laborando com premissas falsas?

Os conceitos que formamos sobre bases inverídicas resultarão também em conclusões distantes da realidade. E ao propagarmos essas noções equivocadas, estaremos contribuindo para a perpetuação da injustiça.

A paz é fruto da justiça, pode ter a certeza. Enquanto não houver a reposição do que foi subtraído, saiba que haverá sempre algo a incomodar.

Os responsáveis pelos desequilíbrios numa sociedade sabem o dano que promovem. Mas ao invés de reparar o erro primário, procuram conduzir as coisas de forma equivocada da qual aconteçam novos e sucessivos males.

Por exemplo: um sujeito furta muito dinheiro da sua vítima, adquirindo, com o produto do seu crime, centenas de imóveis em diversos bairros de uma cidade.

Acontece que a simples menção do nome do desapossado evoca no criminoso as barbaridades cometidas. Então, ao invés de devolver o que não lhe pertence, resolve matar o espoliado.

Diante do argumento de que hoje em dia, no Judiciário, as coisas não são tão equilibradas, surgem os espectros e as somatizações.

Então quando vemos pessoas extremamente ricas, mas sem saúde nenhuma, impossibilitadas, portanto, de usufruir o produto dos seus deslizes, convencemo-nos de que mais vale o pouco na paz, do que o muito na tormenta eterna.