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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Holanda acaba com o sonho brasileiro

Num jogo dramático no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, a seleção holandesa venceu hoje, de virada, por 2 a 1, o selecionado nacional que volta pra casa.

No primeiro tempo os brasileiros foram mais positivos, cabendo-lhes a iniciativa das grandes jogadas.

O Brasil que manteve também, por mais tempo, a posse de bola, chegou ao gol na etapa inicial, com Robinho que aproveitou o passe longo de Felipe Melo.

Os holandeses chegaram ao empate na segunda etapa, numa jogada aérea – cruzamento na área - feito da direita, pelo canhoto Sneijder. A bola tocou em Júlio César e em Felipe Melo, antes de morrer no fundo do gol.

No segundo tempo houve também a expulsão do volante Felipe Melo, por pisada violenta e desnecessária no atacante adversário. O desfalque desequilibrou o time de Dunga.

Logo em seguida, depois da cobrança de um escanteio, a bola foi tocada de cabeça, pra trás, onde estava de novo, o camisa 10 Sneijder, da “laranja mecânica”, que fez o gol da vitória. O desempate provocou o desespero no selecionado de Dunga.

“Ninguém prepara um time para perder. Sempre para ganhar. Lógico que esse nervosismo se deve ao fato de o adversário virar o jogo. Acaba acontecendo o nervosismo. O jogo não andava, cada falta demorava algum tempo para dar prosseguimento, isso deixa nervoso”, disse Dunga numa entrevista à imprensa.

 

terça-feira, 22 de junho de 2010

Roubando a bola

Não quero ser chato, mas acho que a Argentina será a grande campeã desse mundial. É um palpite baseado na intuição e posso estar incorreto.

Entretanto os sinais que se observa levam à dedução de que o time do campeão Dom Diego Maradona tem muito mais probabilidade.

A seleção argentina faria conosco o mesmo que alguém ao se apropriar indevidamente da bola de um menino? Eu não duvido.

O selecionado portenho teria coragem suficiente para fazer igual ao usurpador que ocupa o lugar de alguém, aprovado num concurso público? Com certeza.

Teria estofo bastante o selecionado dos hermanos para agir semelhante ao elemento que, aproveitando-se da boa-fé e descuido das pessoas, se apropria dos seus bens? Sim senhor!

A seleção argentina seria capaz de ofertar a possibilidade de um vice-campeonato a outro time qualquer a quem tivesse judiado muito, durante bastante tempo? Nem duvide.

À semelhança das autoridades municipais, que se fazem de surdas aos clamores dos seus cidadãos prestantes, seria capaz o selecionado argentino de não ouvir os brados de que haveria seleção melhor? Sim senhor! Nem duvide.

Maradona é ou não é maior do que o Pelé?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Expectativa intensa, frustração também

A seleção brasileira não jogou legal. A pesar do bom preparo físico, da genialidade dos elementos que a compõem, talvez até pela falta de habito de jogar sob aquela temperatura, essa campeã do mundo deixou muito a desejar.

Mas não é por isso que se deve sair por ai “metendo o pau”, criticando sem dó nem piedade. O potencial formador desse grupo é digno de admiração.

É bom que se diga desde já, que quando se forma uma expectativa bastante intensa, a frustração pode ser uma das reações mais observadas.

Há muita simetria na formação do conjunto e a troca de passes bastante assertiva. A posse de bola é também notável e esse traço remeteu ao selecionado alemão, que marcou quatro, no seu primeiro jogo.

O diferencial entre os alemães e a formosa é que aqueles têm o hábito de jogar sob baixas temperaturas. Isto é, eles trabalham mais desenvoltos, menos travados.

Entretanto não se deve lançar mão de planos mirabolantes ou apressados, do tipo dos que fecham oportunidades de lances no meio do campo.

As subtrações indesejadas das jogadas justas entre a defesa e o ataque não justificaria atitude apressadas e intempestivas.

Imagine o desequilíbrio que revelaria a extinção da possibilidade do fluxo de passes, entre o meio do campo e o ataque. Ou entre a retaguarda e o centro.

Dunga não faria isso. Se o fizesse não lhe restariam muitas alternativas. Ele é suficientemente competente para não desejar deslealdades ao adversário.

Mas no geral o aspecto é favorável. É gostoso ver a seleção atuando. Entretanto consideremos que o gol não seja só um detalhe; o gol é fundamental.

De nada aproveita, se com toda essa formosura, a campeã do mundo não “chegue aos finalmentes”.

Seria pedir muito, rogar-lhe que fizesse mais gols?