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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um Bairro que Repele


                                   A Vila Independência, bairro da região leste de Piracicaba é povoado por aproximadamente oitenta mil pessoas.
                    Está compreendido no quadrilátero formado pelas Avenidas Independência, Alberto Vollet Sachs, Carlos Martins Sodero e Pádua Dias.
                    Apesar da grande concentração de moradores, o local não tem praças públicas, casas lotéricas e somente há bem pouco tempo, o governo federal inaugurou uma agência da Caixa Econômica Federal na Avenida Independência 1991.
                    Por outro lado observa-se a existência de muitos estabelecimentos prestadores de serviço que atuam em desacordo com a lei.
                    Oficinas mecânicas, funilarias, bares e pequenos comércios que, por desconhecimento ou mesmo deficiência em suprir as exigências legais, “trabalham” prejudicando vizinhos.
                     A impotência do poder público em reprimir as infrações das normas legais deve-se à fiscalização ineficiente e também à cumplicidade de alguns agentes, que se valem das situações bizarras objetivando dividendos eleitorais.
                    Então, oficinas mecânicas instaladas na garagem das residências, funilarias que, desnudas dos equipamentos necessários para a pintura dos autos, existem às pencas, sem o menor constrangimento legal das tais ditas autoridades civis.
                    Adicionado o analfabetismo, o alcoolismo, as crendices e as superstições a essa situação econômica subdesenvolvida, você tem um bairro que mais repele do que atrai.
                    Definitivamente a Vila Independência não é um local agradável e muito menos seguro pra se morar. 
  
Mudando de assunto: veja que vídeo interessante sobre pombos de corrida.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Círculo Virtuoso







                                           “Quando o comportamento da maioria é reforçado positivamente, as pessoas encontrarão dificuldade em escapar ou ser diferentes: a sua individualidade pode ser sufocada. Entretanto se elas forem reforçadas positivamente para as formas de inconformidade – isto é, para o esforço criador, para a inovação e para fazer contribuição à sua cultura – poderão ir além da simples conformidade que produz desempenhos medíocres.”

                        Esse texto ai de cima faz parte da obra PSICOLOGIA Uma introdução aos Princípios Fundamentais do Comportamento, escrito por Charles W. Telford e James M. Sawey publicado pela Cultrix em 1971.

                        Veja que quando alguém rompe com a orientação de homogeneidade - imitar a maioria -, incomodando os detentores do poder, por exemplo, aciona mecanismos políticos-defensivos tais como a crucificação (praticada no passado,) ou a contenção psiquiátrica, usada principalmente durante a vigência da guerra fria.

                        Na sufocação literal além do uso de todas as outras formas de desassossego, os meios empregados são ainda ou a fumaça proveniente da queima contumaz de lixo, ou a aspersão de tinta automotiva.

                        No ápice dessas maldades todas podem estar o velho vereador, que há trinta anos não desapega do poder, ou o ilustre senhor deputado federal que, na derrota do crítico da sua política insossa, encontrará a satisfação própria e a dos seus eleitores.

                        Para tanto ou mais, sempre abusando do poder econômico ou político, não envidam esforços corrompendo a mídia, traficando influência nas delegacias de polícia, cartórios criminais e cíveis.

                        Numa cultura assim, proposta pela política autoritária e obsoleta, os fracassos, dissabores e fragilidades, são todos compensados, ao passo que o destaque é amplamente condenável.

                        Dessa forma mantém-se o curral eleitoral garantidor da eterna riqueza de alguns – o tal círculo virtuoso - e a total infelicidade da grande maioria.   
Flagrante do ataque do funileiro Carlos Augusto Bottene Harder (residente à rua Napoleão Laureano, 164) contra um vizinho, na tarde do dia 27 de Dezembro de 2007. O agressor é falecido mas as hostilidades continuam sendo praticadas por seu filho Gabriel Donizete Bottene Harder, morador no mesmo endereço.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Face de Madeira

Você sabe o que é um cara de pau? Cara de pau é aquele vereador que, sendo analfabeto, apresenta declaração falsa no ato da inscrição da sua candidatura, na justiça eleitoral.

Face de lenha tem o proprietário de jornal que promove “curso” e “exame” para candidatos a vereador.

Cara de pau é o sujeito que comparece ao vestibular de medicina, portando equipamento fraudador; depois que se forma estupra mais de 30 pacientes.

De pau tem a cara, o parente que numa quizumba, escolhe ficar ao lado de quem não conhece, em prejuízo da vítima parental.

Possui a cara de pau também, esse mesmo parente que se nega a testemunhar um fato notório e depois de passados alguns anos, vem com o maior espírito solícito, rogar a presença em festejos.

Cara de pau tem o diretor da escola que passou o ano acicatando os professores e, nas festas de finais do período, pede a todos que compareçam ao jantar que ele pretende ofertar.

Face de madeira tem o suposto colega que, contigo diante de alguém, fala uma coisa, mas quando você já não está por perto, afirma outra completamente diversa.

Cara de pau tem a vizinha que todo mês vem lhe trazer a santa, mas que quando volta pra casa, desanda a murmurar malefícios e a destilar ódio.

Na verdade o cara de pau é o incoerente, o inconstante, o hipócrita, o mentiroso, o inconsequente.

Cara de pau mesmo é o palhaço que não está nem ai com as possíveis consequências que seus atos possam ter.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Insulto às Crianças

O sujeito desempregado, geralmente analfabeto, que fica o dia inteiro dentro de casa, falando asneiras sem parar, atrapalhando o andamento normal do lar, pode ter exacerbada sua patologia mental e agredir os familiares.

A violência ocorre, no mais das vezes, contra enteados, crianças menores de idade que, além de impossibilitadas de se defender, não conseguem convencer a mãe, avós ou até mesmo os tios, de que é vítima de agressões.

Se o pai do padrasto agressor tinha histórico de alcoolismo e praticava violência contra vizinhos, é provável que neste meio familiar, essas atitudes agressivas possam ser consideradas “normais”.

A personalidade criminosa, desejando manter o controle do ambiente usa mentiras, falcatruas, enganações e muito insulto, que comete às ocultas, contra as crianças.

Essa maneira de provar seus pontos de vista equivocados, fazendo uso desses expedientes indignos, produz cicatrizes emocionais indeléveis no espírito das vítimas infantis.

O exercício dessa autoridade criminosa dentro do lar, quando pratica, de forma velada, a violência contra os indefesos, deseja na verdade, obter o respeito, a admiração do parceiro ou dos demais integrantes do grupo familiar.

Veja que o sujeito busca a respeitabilidade usando meios inidôneos. Podemos comparar esse gesto com o do assaltante que consegue fortuna e honorabilidade assaltando bancos.

A demonstração ao agressor de que o que ele vem fazendo não é justo, humano, cristão ou lícito, incumbe aos parentes mais próximos. E se for o caso, ao conselho tutelar do município.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A omissão das autoridades públicas




Pode o padrasto tornar-se cunhado do enteado? Quando o padrasto amoroso assume esse novo papel, no grupamento familial, transforma-se também no genro da concubina.

Você já imaginou a confusão em que se verá envolvido o oficial do registro civil, para saber quem é quem nessa família?

A princípio ninguém – teoricamente – tem nada a ver com esse problema particular. Entretanto quando essa espécie de degeneração se traduz por comportamentos hostis contra os demais integrantes da comunidade, a responsabilidade passa a ser inclusive das autoridades do município.

Aos parentes mais próximos, se não estivessem unidos em conluio, incumbiria a denúncia aos órgãos competentes. Mas, se a crendice ou superstição sufocam a indignação que a situação provoca, então florescerá uma feridazinha social, cuja tendência é o alastramento, contaminando os demais tecidos sociais.

Sabe-se que a impermeabilidade aos bons conselhos e às admoestações - talvez produzida pela idiotia - impediria a acomodação, o apaziguamento, nesse núcleo febril.

Então prosseguem as atitudes incivilizadas, amparadas pelo poder político local que a tudo vê, mas omite-se por motivos de ordem ideológica.

Aos senhores ocupantes dos postos eletivos, que há muitas e muitas gestões, encontram-se a gozar os benefícios que lhes proporcionam as benesses dos cargos, satisfaria o ditado popular que deveria ser seguido à risca: os incomodados que se retirem.

Ante os reclamos dos importunados, respondem os tais homens públicos, com acusações de crime. Veja o vídeo abaixo e recorde-se do que é realmente crime, cometido por políticos, contra toda a sociedade brasileira.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Educação e saúde

É meu amigo, a vida tem dessas coisas. Você passa quatro, oito anos, pedindo às autoridades do município, que fiscalizem as atividades incivilizadas, hostis, violentas, que tornam a vida na comunidade, bastante desconfortável, e nunca é atendido.

Em resposta eles – os eleitos - minimizam o problema, desmerecem a sua pessoa e o convidam, com muita sutileza, a mudar-se de cidade. O lema que os embasa é: “Os incomodados que se retirem”.

Esses senhores, que hoje ocupam os cargos públicos eletivos, agora batem às portas do eleitor, solicitando mais tempo de permanência, junto aos gordos vencimentos, que lhes garantem a paz, a saúde, o bem estar e – é claro - o distanciamento dos assuntos da periferia.

A incapacidade para resolver os problemas relacionados à saúde, em determinadas áreas da orla, é justificada com a desculpa de que não seriam questões de competência do poder público, e nem sequer dos chamados centros religiosos.

Acontece que toda a população da cidade está atenta às ocorrências. Graças a Deus. E a omissão dessas chamadas autoridades responsáveis, patenteia o descaso, o desprezo aos envolvidos. A função do governante não seria a de “botar mais lenha na fogueira”, ao contrário: governante bom é aquele que procura apaziguar os ânimos, promover a reaproximação entre as partes rixosas.

O progresso de uma região não acontece quando os eleitos priorizam somente o desenvolvimento material das urbes. Há de se atentar para os problemas sociais, geralmente produtos da educação ineficiente, e sem dúvida nenhuma, também da saúde pública, hoje completamente lesada.

A má educação, o grau elevado de incivilidade, a grosseria e a estupidez das pessoas, destacam muito mais intensamente uma região do que algumas pontes e asfalto desnecessário nas ruas.

sábado, 31 de julho de 2010

Pintando Automóveis

Você já imaginou residir numa casa há algum tempo e perceber que começou a funcionar, bem ao lado, um empreendimento bastante nocivo à saúde?

Muito indignado você procura os responsáveis pelos tormentos e sabe o que eles lhe dizem? “Os incomodados que se retirem!”

Então, pacientemente você procura um vereador e lhe explica o problema: “Olha, seu doutor, os caras pra fazer o que vêm fazendo, precisam utilizar equipamentos especiais do tipo estufa, a fim de que os resíduos tóxicos não vazem, fazendo mal aos vizinhos”.

O nobilíssimo edil ao responder-lhe, via e-mail, afirma, entretanto que aquelas pessoas estão trabalhando e que não pode impedir ninguém de ganhar dinheiro.

E aí como é que fica?

O fato de serem os tais empreendedores pessoas pobres, ou mesmo muito deficientes, não os impediria de seguir as determinações das leis, das normas técnicas e do bom senso.

Ou seja, as misérias materiais e espirituais que compõem o ser dessas pessoas, não podem justificar as ações incivilizadas.

Trocando em miúdos: a incapacidade financeira impeditiva da aquisição dos equipamentos necessários, para o desempenho de uma determinada atividade, não pode ser motivo justo que permita à tal ocupação, prejudicar a terceiros.

Os camaradas poderão ganhar o dinheiro, não resta a menor dúvida, mas desde que não violem o direito alheio.

As pessoas têm direitos assegurados à saúde, ao bem estar, a viver em paz. Quando uma atividade econômica invade esses direitos ela deve ser limitada.

“O meu direito termina onde começa o do outro”. Não posso impedir ninguém de respirar. Mesmo que eu precise ganhar dinheiro pintando automóveis.

É nessas horas que o cidadão eleitor conhece a eficiência duma administração municipal.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Moraes agride repórter a tapa

O vereador Lourivaldo Rodrigues de Moraes (DEM), conhecido como "Kirrarinha", na manhã de ontem (28/06), nas dependências do Centro Integrado de Segurança e Cidadania, agrediu a tapa a repórter Márcia Pache.

Márcia Pache trabalha na TV Cento Oeste, filiada ao SBT, na cidade de Pontes e Lacerda, situada a 450 quilômetros de Cuiabá, na região Oeste do Estado.

A violência aconteceu quando Márcia foi entrevistar Moraes depois dele ter prestado depoimento nos dois inquéritos policiais instaurados contra ele.

Num dos inquéritos o vereador é suspeito de ter obtido uma procuração para receber a aposentadoria de uma idosa analfabeta, de 74 anos, e de não ter devolvido todo o dinheiro.

O outro inquérito foi aberto por ter Lourivaldo Moraes incitado a invasão de imóvel em um conjunto habitacional construído com recursos públicos. Segundo consta no inquérito, até as chaves da casa invadida foram encomendadas pelo vereador.

As imagens de toda a agressão contra a repórter foram transmitidas pelas duas emissoras de TV daquela cidade.

Márcia trabalha há 15 anos com jornalismo no interior de Mato Grosso. Antes de ser contratada pela TV Centro Oeste, atuava em Cáceres, onde se destacou na TV Descalvados.

Ela fará, nesta terça-feira, exame de corpo delito. Márcia anunciou que processará o vereador dos Democratas.