sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Padrasto Violenta e Mata Criança

É mais um caso triste de criança que não teve tempo de ser feliz. Uma menina de três anos, supostamente agredida e violada pelo companheiro da mãe, morreu na quinta-feira (26) à noite no Hospital Universitário Nossa Senhora de Candelária, em Tenerife, Espanha.


O alegado agressor, de 24 anos, teria agredido e abusado da menor enquanto esta se encontrava sob sua guarda, na quarta-feira. Pelas 22h00, o jovem levou a menina a um centro de saúde, onde o primeiro diagnóstico deu conta de que a criança estava com uma parada cárdio-respiratória, além de ter distintos traumatismos no corpo e múltiplas lesões por queimaduras.


Avisados de imediato, os agentes da polícia detiveram o padrasto da criança, que foi acusado de cometer o delito de abuso de menor e de lesões corporais.


A menina não sobreviveu aos traumas, tendo falecido ontem à noite. Por ser menor de idade, as autoridades de saúde espanholas não revelaram maiores detalhes do seu quadro clínico, informou hoje o jornal português on line Correio da Manhã.





quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Anibal, o Cortador de Cana

Aníbal depois que chegava em casa, vindo da roça, onde passava a maior parte do dia cortando cana, tomava banho e arreava o burrão, atrelando nele a charrete, usada para comparecer ao bar do Maçarico.


Isso era o que comummente acontecia. Pois foi naquela tarde de terça-feira que Aníbal, cansado da lida no eito, chegou à choupana habitada por ele, a mulher, e os dois filhos.

O homem vinha nervoso, exausto, fedido, mal humorado e ansioso pra beber, junto com os companheiros, o primeiro gole de pinga num dos botecos da cidade.

- Cadê a canequinha pra tomar o banho? – gritou ele, cheio de ódio, à Murtinha. A mulher temerosa com os espancamentos habituais olhou para a porta do barraco; queria-a desimpedida, para no caso de algum influxo de piti virulento, acometer o marido, pudesse ela safar-se com sucesso.

- Não sei. Deve estar perto do poço. – respondeu ela parada defronte ao fogão à lenha, onde enxugava as mãos no avental amarrado na cintura.

- O Nelsinho brincava com a caneca lá perto da fossa. Será que não está lá? – completou Murtinha cheia de boa vontade.

- Na fossa? Mas esse moleque quer mesmo levar uma surra! Será que não aprende? – Aníbal já estava sem camisa, sem as botinas e de calção, queria lavar-se.

Depois que ele vestiu os chinelos, saiu em direção ao local por eles chamado banheiro. Na verdade o chuveiro não passava de uma lata cheia d´água fria, antes retirada do poço, mantida suspensa num poste e, inclinada ao ser puxada por uma cordinha, deixava cair o líquido sobre o banhista. Uma bacia posta sob os pés do usuário, reservava a água que depois era reutilizada para o enxágue com a caneca.

Aníbal lavou-se apressadamente, enxugou-se e de volta pra casa, vestiu-se aproveitando a privacidade relativa do quarto. A casa não tinha forro e as paredes chegando até certa altura, não vedavam completamente o cômodo. Permanecia um espaço grande do limite superior das paredes até o madeiramento que sustentava as telhas.

Não eram raros os momentos de amor entre Aníbal e Murtinha, cujos gemidos eram ouvidos pelos filhos, deitados no aposento contíguo.

Mas naquela terça-feira, com uma vontade incontrolável de beber a sua pinga necessária Aníbal, já vestido mandou laçar o burro que pastava na redondeza. Ele então preparando os arreios e a charrete, atrelou-os no animal que ruminava.

O lavrador pegou aquele seu rádio enorme e ligando a fiação numa bateria de automóvel mantida no assoalho da viatura, acionou-o podendo ouvir, naquele momento, a história do menino da porteira, cantada pelos violeiros famosos.

Ajeitando o chapéu de caubói no alto da cabeça, por sobre os cabelos que embranqueciam, e espancando o burro com um açoite, pôs-se o Aníbal a caminho da sua mais nova e esperada aventura etílica.

Momentos antes de sair da propriedade, de passar por seus limites, antes mesmo de chegar ao portão, ele parou e voltando-se pra trás gritou:

- Mulher! Ô mulher: não esquece de dar painço pros periquitos! Você ouviu criatura?

Murtinha apareceu à porta da cozinha e acenando pro marido, propiciou a ele a despreocupação que precisava, para beber sem atropelos.

Ao chegar ao bar do Maçarico Aníbal encontrou Van Grogue que sentado numa mesa de canto, lia a seção de esportes do jornal tupinambiquense.

- Ué, mas não houve coleta de lixo hoje por aqui? – perguntou o cortador de cana pro Maçarico, depois de apontar com o queixo o bêbado leitor.

Maçarico sabia que os dois não se davam. Primeiro porque Van Grogue era muito mais novo que Aníbal, segundo porque este não era letrado o que dificultava a compreensão dos ditos pelo primeiro.

Por ser incapaz de entender o que dizia Grogue, Aníbal considerava-o louco. Era o jeito que ele usava para manter a sua autoestima inalterada, geralmente abalada pelos discursos do homem, sabedor de tudo o que publicavam os jornais.

Maçarico abriu uma cerveja servindo o lavrador. E querendo ajudar disse:

- Eu também não tive tempo de aprender a leitura. Precisei trabalhar cedo. Meu pai cortava cana. Minha sorte foi que minha tia veio de São Paulo e me levou pra casa dela onde aprendi o bê-á-bá.

- E se não tivesse aprendido, hoje você seria babá de criança retardada, com certeza. – arrematou Aníbal para o espanto do Van Grogue que se desconectou da leitura.

- Ora, ora, mas vejam quem está aqui. O famoso Aníbal, o homem que gosta de caçar e prender periquitos. Você ainda está vivo criatura? O que sucede? – Grogue com a voz pastosa de quem já bebera a cota do dia, levantava-se para se achegar ao carroceiro.

Aníbal evitando qualquer contato com aquela figura detestável, pediu ao Maçarico que lhe vendesse um garrafão de pinga. Depois de pagar a mamãe-sacode e a cerveja, que deixou por terminar, ele saiu dizendo:

- Antes beber sozinho a baronesa do que a cerveja gelada, em má companhia.



Fernando Zocca.





quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Anibal, a Gazela

Aníbal, a bichinha, era analfabeta. Ela nascera no meio do mato e não pudera aprender a ler nem escrever. Mas não foi por isso que deixou de trabalhar. Muito pelo contrário, Aníbal desenvolveu uma enorme capacidade para cortar cana tendo, na adolescência, conseguido um emprego numa fazenda oligárquica de Tupinambicas das Linhas.


A gazela era alta, gorda, bastante grosseira e gostava de castrar porcos e cães na pancada. Suas mãos enormes, quando seguravam uma criança, faziam os pais temerem pela saúde do infante.

Depois que se tornou adolescente Aníbal passou a gostar de charretes e quando não tinha ainda os animais que as puxasse, reforçava seus músculos puxando-as ele mesmo, pelas estradas empoeiradas da periferia da cidade.

Quando chegou à velhice achava que podia controlar as mentes das pessoas e, em transes, imaginava comandar os moradores do bairro. Apesar de ter muitos parentes avessos ao trabalho, ele não se incomodava tanto com isso. Por não ter mais onde gastar os proventos da aposentadoria que recebia, abastecia a casa dos vadios, facilitando a eles as ações maldosas nos quarteirões.

Com a idade que chegava seus juízos já não correspondiam à realidade e não era raro aparecer, aos encontros marcados, depois de ter eles há muito terminado.

O analfabetismo fazia dele um bocó impotente para saber as verdades contidas nos livros dos doutores que ele sempre via nas estantes de longe. Apesar da curiosidade que o movia a folhear um ou outro impresso, detinha-o logo o desalento por nada entender.

Teimoso feito uma mula chucra, Aníbal gostava de ver prevalecer as suas opiniões ameaçando aqueles que ousavam discordar. “Um burro” diziam dele as pessoas depois que delas se afastava o mandão.

Quando percebia estar sua autoestima baixa, por chateações causadas pela surdez, ou cegueira senil, ele apressava-se em comprar uma paçoca ou cocada doando-as aos afilhados, amontoados no cortiço catinguento, que sustentava.

Diziam que Aníbal era cruel. Na verdade ele fora bêbado e tivera o privilégio de ser um dos primeiros pacientes a inaugurar a clinica psiquiátrica de Tupinambicas das Linhas.

A Clínica de Repouso BemBom de propriedade de alguns industriais tupinambiquences, ficou conhecida como a casa que mais se destacava na recuperação dos bebuns da região. Depois de ter permanecido por longos meses sob a custódia dos enfermeiros rígidos, Aníbal concordou que seria mais confortável manter-se sóbrio. Doía menos.

Como era aposentado e não tendo o que fazer com o dinheiro que recebia, além de sustentar os vagabundos do cortiço catinguento, ele comprava, reformava e vendia charretes, empregando o seu tempo no que ele achava ser útil.

As deficiências sensoriais faziam do infeliz, a cada dia que passava, um velho tolo que julgava poder punir aqueles a quem antipatizava, com as maldades nunca dantes imaginadas, nas plagas da cidade abandonada.

Por dizerem ser o Jarbas testudo caquético energúmeno, uma das vítimas preferidas pelo Van Grogue, punha na sua ingenuidade, o vovô gazela, suas forças objetivando gorar o bem estar do pingueiro.

O vovô antílope, usando o tempo que lhe sobrava, passeava pela cidade distribuindo balinhas e pregando razões contra a permanência do ébrio Grogue nas plagas tupinambiquences.

Aníbal o ruminante, chegava aos oitenta anos com facilidade; apesar das limitações impostas pela surdez e cegueira, tinha ainda muita lenha pra queimar. Era o que ele achava.




Fernando Zocca.

Leia O Telescópio.


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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Deputados Usam Verbas de Reembolso nas Eleições

A Folha de São Paulo publicou nesta terça-feira, (24/11) matéria sobre o uso do dinheiro público por pelo menos sete deputados federais, nas eleições de 2008, pelas quais elegeram prefeitos e vereadores em todo o Brasil.


Segundo a reportagem os listados Fernando Gabeira (PV-RJ), Jader Barbalho (PMDB-PA), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), Narcio Rodrigues (PSDB-MG), Giovanni Queiroz (PDT-PA), Fábio Ramalho (PV-MG) e Paulo Rocha (PT-PA), usaram o numerário da Câmara dos Deputados para o pagamento dos aluguéis de aeronaves, carros, e hospedagem dos seus assessores durante o pleito.

Os recursos utilizados pelos parlamentares foram criados em 2001 e serviriam para o reembolso das despesas dos legisladores com a alimentação, hospedagem, gastos com escritórios, combustível e todos os demais relacionados ao exercício do próprio mandato.

Gabeira gastou R$ 6.600 no aluguel do carro que o transportou durante a disputa pela Prefeitura do Rio. “Os caras andavam comigo em um Gol, não dava para colocar quatro pessoas”, disse o parlamentar. “Gabeira disse não considerar incorreta a atitude, porque a Câmara permite o aluguel de carros e porque ele repassou um carro seu (um Gol) para uso do gabinete”, informa a reportagem.

Jader Barbalho apresentou R$ 22,8 mil em notas fiscais de uma locadora de veículos. Um dos sócios da empresa relacionou o aluguel a ônibus e caminhões, e o gabinete disse que eles não foram utilizados em campanha, de acordo com a reportagem. A Folha de São Paulo lembra que o deputado participou entre outras, da eleição que elegeu o peemedebista Helder Barbalho, filho de Jader.

Paulo Abi-Ackel disse que “transferiu o gabinete de Brasília a Governador Valadares”, sua base eleitoral, para coordenar as campanhas do seu partido em Minas. O deputado gastou R$ 8.898,52 com a hospedagem de sua equipe em uma pousada. “Se você é deputado, tem de participar das eleições municipais. Esse tipo de atividade é atividade do parlamentar. Eu não era candidato a nada”, afirmou Abi-Ackel.

Segundo a reportagem, repercutida também pelo G1 de Brasília, Narcio Rodrigues apresentou R$ 2 mil em nota de hospedagem, em Minas, dois dias após o primeiro turno das eleições. “Toda minha base de campanha é na região de Frutal, é a minha terra. É muito difícil você dizer em que hora você está no exercício do mandato e em que hora você está em uma atividade partidária”, disse o deputado.

“Giovanni Queiroz gastou R$28.296,00 em cinco empresas de táxi aéreo”, informa a Folha. “[Se] eu negar que tenha voado para o encontro de demandas eleitorais, estarei mentindo”, disse o parlamentar.

A reportagem informa que Fábio Ramalho foi reembolsado pelo aluguel de helicópteros para “percorrer municípios de sua região nas semanas anteriores às eleições”, mas não divulga o valor. “Usei porque eu posso usar para deslocamento. Não é vedado. A não ser que fosse para a minha campanha”, disse o legislador.

Cinco dias após o segundo turno, Paulo Rocha gastou R$ 4.960,00 em um hotel de Belém, onde participou da campanha de José Priante (PMDB) à prefeitura, diz a matéria da Folha de São Paulo.

Segundo a reportagem, “Rocha disse que seus assessores não atuaram na campanha, mas em trabalhos relacionados à sua atividade parlamentar”.



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Espantando o Urubu

- Bando de incompetentes! Se perderam pro Van Grogue, me digam, de quem vocês ganharão? – Pery Kitto bastante irritado tentava convencer o time, formado por meninos, de que eles deveriam lutar sem choradeiras.


- Mas eles correm muito. - reclamava um jovem desanimado.

- Olha, veja bem, presta atenção: nem que eu tenha de passar noites inteiras falando na cabeça de vocês, um dia vocês aprendem. Não é com esses corpos moles que vocês vencerão. Assim, não vai não gente. Eu já estou cansado de falar. Mas digo e repito: vou falar e falar até que entendam. Se for preciso passaremos as noites em claro conversando, até que consigam notar que é importante a nossa vitória.

- Mas seu Pery Kitto, eu acho que essa estratégia não dá muito certo não. Já faz uns quatro ou cinco campeonatos que estamos batendo nessa mesma tecla e nada. A gente só se fodemos.

- É que vocês são muito burros. Se fosse no meu tempo já teríamos vencido aquele timeco de vagabundos do Van Grogue. – reforçou Pery Kitto esfregando a camisa 64, na água fria que caia do chuveiro.

- Mas seu Kitto, o senhor não disse que a turma do prefeito ajudaria o time? Até agora não vi ajuda nenhuma! – afirmou o goleiro desamarrando as chuteiras.

- O Jarbas é assim mesmo. Eles prometem, mas não cumprem. Eles só falam em licitação, pontes, e recapeamento de ruas que já têm calçamento. Eles pensam no bolso deles e não querem nem saber de time da periferia.

- Ah, o senhor prometeu que a gente teria ajuda até do deputado Tendes Trame. Mas pelo jeito ele também falhou. – disse choramingando um atacante. – Será que eu vou ter de gritar pra que eles ouçam a gente? – prosseguiu o menino jogando, com raiva, a camisa no banco.

- Eu só quero mais empenho de vocês. Só isso. Vocês são muito fracos. Assim não tem jeito. – ralhou Pery Kitto acendendo outro cigarro no vestiário.

De bermudas cinza, camiseta regata azul e chinelos de couro, o treinador caminhava de um lado pro outro pisando nas poças d´água. Quando o homem notou que as crianças fizeram silêncio ele mandou:

- Eu não quero nem saber. No meu time o cara tem que dizer a que veio. Se não já viu, né? Se não render em campo vai todo mundo bater lata ou puxar carroça. E olha: eu já estou ficando nervoso!

Um dos meninos foi acometido por um acesso de tosse. O cheiro de suor, a umidade e a fumaça do tabaco tornavam o ambiente bastante impróprio para a saúde.

- Vocês só querem saber de paçoca e chicletes. Querem bolacha e refrigerante dos bons, mas na hora de mostrar o serviço, ficam com essa má vontade que dá até nojo. Olha como já estou branco de raiva. Eu já falei: se a gente perder pro Van Grogue vocês vão puxar carroça!

Nesse instante a zeladora fofa do clube, sem se importar se encontraria os meninos nus, entrou no ambiente com um rodo na mão dizendo:

- Ah, seu Pery Kitto, não seja assim tão duro com as crianças. Quem sabe se o senhor não consegue melhores resultados ao mudar um pouco essa rijeza do coração, trocando o tom cruel das palavras, por uma conversa noturna mais suave?

- Não adianta dona Emengarda! Eles só querem ver desenho na TV, comer batatinha frita e pronto! Ninguém tem compromisso com nada. Eu é que tenho de me virar espancando amassado o dia inteiro. – respondeu o homem arfando. E depois apontando para as palmas das mãos disse entredentes:

- Olha como é que está minha mão!

A zeladora serena que tinha os cabelos pretos e longos enrodilhados atrás, num coque, passava o rodo puxando as águas acumuladas no chão. Ela dizia:

- Não adianta o senhor brigar desse jeito com a molecada. Deixa eles brincarem um pouco na rua. Eu vejo que o senhor não dá sossego. O senhor fica em cima dessas crianças como se elas fossem escravas. Isso aqui até parece uma senzala. O senhor quer controlar até o pensamento delas. Que maldade seu Pery Kitto! Veja quanto lamento!

- Eles têm que fazer pro gasto que dão! – reclamava o treinador acendendo outro cigarro.

- Dá uma folga pras crianças seu Kitto. Desaperta um pouco. Olha, cuidado se não espana! – o tom de voz baixo e grave da Emengarda assustou o homem que tentava conter a tosse.

Depois que todos tomaram banho e já vestidos com as roupas comuns, caminhando em direção ao veículo, que os levaria de volta pra casa, perceberam que sobre o muro, defronte ao portão do clube de onde saíam, havia um urubu que os espreitava. Ele mantinha as asas abertas, como se as esperasse secar ao sol.

Pery Kitto nervoso, coçou a cabeça, e num ato incontido atirou no bicho o par de chuteiras que levava nas mãos. Assustado o abutre voou pra longe.

O goleiro que viu seu instrumento de trabalho se perder no telhado reclamou:

- Mas justamente minhas chuteiras, seu Kitto?

Sem dar muita atenção pro menino ele resmungou:

- Depois te dou outra. – Kitto estava satisfeito: perdera as chuteiras, mas espantara o jereba.

Fernando Zocca.