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domingo, 5 de setembro de 2010

Os erros do Antônio Carlos

Para cometer essa injustiça, contra o pessoal do PT e do PSDB, o contador Antônio Carlos Atella Ferreira deve ter sido um sujeito bastante prejudicado. Na verdade pode até ser daqueles que, não vendo saída para seus problemas, resolve logo botar fogo no circo.

A falsificação de documentos é um crime geralmente cometido por alguém que, em situação desvantajosa, procura por meios que não sejam os legais, reverter a situação.

Seu inconformismo com as vicissitudes pessoais, que não pode controlar, faria dele um empreendedor capaz de tentar, por meios escusos, chamar a atenção sobre si mesmo, ao mesmo tempo em que apontaria os supostos erros alheios.

Com seu ato criminoso, talvez ele tentasse descobrir naqueles documentos, irregularidades com as quais pudesse justificar seus próprios equívocos. Ai então ele diria:

- Se fulana rouba, por que eu não posso também fazer o que faço?

E depois então, quando os dois maiores interessados tivessem se digladiando, por causa da ilicitude cometida, pudesse o senhor Antônio Carlos dizer:

- Está vendo? Eu não falei? Eles se acusam mutuamente, não se entendem, estão ambos errados e é por isso que nós sofremos aqui desse jeito.

Talvez a noção de que os mitos Al Capone e Wilson Simonal, foram demolidos por ações de contadores, tivesse inspirado o senhor Antônio Carlos a fazer o que fez.

Aprontar saia justa para os outros, motivado por problemas de ordem pessoal, que não consegue resolver, sem dúvida nenhuma, não só agravaria os maus momentos vividos, como complicaria a situação particular no futuro.

Mudando de assunto, veja no vídeo abaixo o momento em que o presidente Luís Inácio Lula da Silva conclama os eleitores a votarem em Mercadante e Dilma Rousseff.

sábado, 3 de abril de 2010

O que você entende por trabalho?

Se o leitor acha que trabalhar é única e exclusivamente levantar-se pela manhã, e logo em seguida sair para cumprir suas obrigações no banco ou no meio da papelada do escritoriozinho de contabilidade, está muito enganado.

Existem outras formas de trabalho além dessas. E a nossa capacidade limitada para compreender isso, nos autorizaria a dizer que todas as pessoas, que não fazem essas coisas, seriam vagabundas.

É essa ignorância, esse estreitamento de consciência, a responsável também pela disseminação de boatos e maledicências sobre as pessoas de quem não gostamos nos bares, cartórios, bancos, igrejas, sindicatos e no próprio bairro.

Não é porque temos o dinheiro sobrando que abusaremos da vizinhança, maltratando-a com os latidos irrefreáveis e diuturnos do Poodle neurótico.

Não é porque temos a posse de alguma fortuna que podemos invadir a privacidade alheia, atormentando os do entorno, com as repetições obsessivas das músicas queridas.

Afinal, não sabemos, nem imaginamos saber, se as pessoas que de nós se acercam, o fazem por gostarem de nós ou do nosso dinheiro.

Quando covardemente espancamos alguém não pensamos nas consequencias. Sabemos que temos ao nosso lado a concubina e a filha, que nos reforçam, mas nos esquecemos que a violência física, apesar do nosso dinheiro todo, pode nos comprometer.

E acreditem, não é corrompendo as pessoas que vivem ao lado da vítima que nos livraremos da culpa. De nada adianta subornar os amigos daquele que sofre por causa da tirania do contabilista meliante.

Se o vadio não se entender diretamente com a pessoa a quem causou tanto mal, de pouca valia será presentear os conhecidos do ofendido.

A timidez precisaria dar lugar à coragem de se aproximar e desculpar-se. Aliás, coragem não é atributo do sujeito que só age ou se solta em grupo.






quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Artistas homenageiam Simonal

Wilson Simonal foi homenageado ontem a noite no Rio de Janeiro por Ed Motta, Paralamas do Sucesso, Maria Rita, Marcelo D2, Martinália dentre outros, que se apresentaram com as músicas do repertório do cantor.
Os artistas foram convidados pelos filhos de Simonal, Max Castro, Simoninha e pela gravadora EMI para o Baile do Simonal, no Vivo Rio, durante o qual foi gravado um DVD.
O projeto foi realizado depois do sucesso alcançado com o documentário sobre a vida de Simonal, visto por mais de 70 mil pessoas, denominado“Ninguém sabe o Duro Que Eu Dei”.
Segundo consta Wilson Simonal estaria sendo roubado por seu contador que levou dele uma surra. Na polícia a vítima disse que Simonal era informante das forças repressivas do regime militar.
O boato espalhou-se quando então toda a trajetória de sucesso de Simonal foi ceifada, lançando-o no esquecimento.
O objetivo do documentário é exatamente o de resgatar a verdade, reabilitando a honra desse fabuloso representante da música popular brasileira.
Os sucessos de Wilson "Sá Marina", "Meu Limão, Meu Limoeiro", "Vesti Azul", "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "País Tropical", foram revividos pelos artistas que o homenagearam.


Vende-se o apartamento 93 do 9º andar no Edifício Araguaia. Contém sala em L, três quartos (uma suíte), quarto para empregada, lavanderia ampla e cozinha. Tratar pelo fone 19 3371 5937.