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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Terrorismo Midiático



As eleições municipais estão chegando e a gente pode observar o que a mídia aristocrática tem usado com muita frequência no bombardeio diário da população: o terrorismo médico.
Exatamente. As informações relativas à saúde física, mental, as doenças e afecções mil, são lançadas diariamente sobre o público, objetivando mais atemorizar do que vender produtos e serviços.
Da mesma força que o pescador lança suas redes ao mar, trazendo de lá cardumes e mais cardumes de peixes, essa espécie de terrorismo midiático, teria o poder de fisgar os hipocondríacos, trazendo-os a tratamentos muitas vezes dispensáveis.
O PSDB pretende fazer do seu candidato mais forte, o médico Geraldo Alckmin, o novo presidente da República e tira dessa área do conhecimento – a medicina – o seu arsenal para “enquadrar” os adversários.
Perceba que a atual carência de médicos e a indigência dos serviços públicos de saúde na grande maioria das cidades brasileiras, refletem uma reserva de mercado pertencente a poucos.
Laboratórios, redes de farmácia, planos de saúde e associações médicas, exploram há muito tempo, o desconhecimento sobre o próprio corpo que as pessoas comuns têm.
Temores corriqueiros podem levar a tratamentos e cirurgias danosas, piores até do que a convivência com a sintomatologia desconfortável.
Não é à toa a vigência da terrível resistência da classe médica contra a abertura de faculdades e o ensino da medicina atualmente aqui no Brasil. Se o conhecimento médico tornar-se popular, com certeza o poder, tanto econômico quanto político, dessa grande parte da elite brasileira, se reduzirá a níveis nunca antes visto na história deste país.          
       

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Fazendo turismo




                 Nesse mundão velho de meu Deus as aparências enganam e muito. Já não existe quase nada que não seja artificial.
       Há quem diga que quando chega em casa, depois de uma jornada estafante de trabalho, retira a peruca, a prótese dentária, os cílios postiços, as unhas, as lentes de contato e o aparelhinho contra a surdez.
       Os recursos existentes hoje, para mudar uma realidade desconfortável são inumeráveis. Dentre eles você encontra um arsenal medicamentoso que lhe garantiria até a paz de espírito.
       Entretanto da mesma forma em que existe a adulteração de roupas, CDs, cigarros, calçados, peças de automóveis, alimentos, há também a falsificação dos produtos farmacêuticos, e o usuário da droga pode se complicar e muito.
       Você consegue acreditar que alguém não possa alterar dados de um site qualquer, inserindo nele dados que lhe seriam em tese, favoráveis?
       Eu já disse e torno a repetir: Nesse jogo de “pega pra capar” vale tudo: desde escutas clandestinas, cookies nos computadores, furtos de documentos e suborno. Acrescente-se a isso tudo o fato de que a eleição de prefeitos e vereadores está próxima.
       Quem é que, em sã consciência, descuidaria da própria reeleição ou de seus correligionários?
       Essas pessoas que estão há décadas na administração pública, deveriam aproveitar a fortuna conseguida, e conhecer outras localidades mais divertidas.
       Se eu tivesse a metade dos haveres amealhados por esses políticos profissionais eu lhe garanto, meu amigo leitor, que não deixaria de visitar nem mesmo a Warner Bros Studio em Londres.
       13/04/12

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A Ponta do Iceberg



O período que antecede as eleições
é propício para os eleitores de baixa renda
ganharem suas dentaduras, dos candidatos
desejosos de se manterem na mamata
      O tempo de eleição para prefeitos e vereadores está chegando e quem não pode perder essa “boca” se prepara como pode.
       Pra quem sabe como funciona o mecanismo desse sistema não deve haver segredo: é chegado o momento de presentear com dentaduras, consultas médicas, internações, doação de botinas, pagamento de contas de água, botijões de gás, luz e por ai vai.
       Para presentear os eleitores o candidato precisa ter algum dinheiro. Já imaginou quanta dentadura o Stepan Nercessian garantiria com os R$160 mil que recebeu de “empréstimo” do bicheiro Carlinhos Cachoeira?
       E o nobilíssimo senador Demóstenes Torres? Com quantos presentes ele não alegraria centenas ou até milhares de cidadãos? Se não fosse a astúcia de gente do bem, poderíamos concluir que o tráfico de influência compensa e muito.
       Isso é só uma pequena ponta do iceberg. O que tem de podridão, meu amigo, nem te conto. Se a máxima na indústria da mídia “nada vende mais do que um bom escândalo” for verdadeira, saiba que novas fortunas se formarão muito rapidamente.
       Quem pode explicar a avidez por dinheiro do sujeito que se elege? Talvez ele, tendo melhorado o seu padrão de vida, busque suprir as carências dos parentes e amigos mais próximos.
       Nada contra essas atitudes humanitárias, desde que não sejam feitas com a grana furtada dos programas destinados a melhoria de vida da população mais carente, não é verdade?
       Até quando a riqueza, a ostentação dos senhores deputados, senadores, prefeitos e vereadores corresponderão à miséria e ao sofrimento de milhões de pessoas?
       Enquanto as punições não forem exemplares e não tiverem a propriedade de suscitar o temor, ante as oportunidades de corromper, saiba que a degeneração só tende a aumentar.
       Autoria e materialidade estão comprovadas? Apliquemos então a lei.

Mudando de assunto:
E da Rural Willys? Quem não se lembra?

segunda-feira, 19 de março de 2012

É Justo?


Ou como enriquecem os Zé Arruelas

      Quem viu a pouca vergonha, conhecida como desvio de dinheiro público, mostrada ontem pelo Fantástico da Rede Globo de Televisão?
       A maior parte da população brasileira viu. E creio que até no exterior a matéria foi degustada.
       Agora você pode começar a entender como é que um Zé Arruela, que não tinha um gato pra puxar pelo rabo, antes de se meter com a administração pública, agora tem aquele apartamento supimpa, carros importados, amantes em várias cidades, viagens internacionais e outras riquezas mil.
       O esquemão, pra quem não entendeu, é esse: por exemplo, quando uma prefeitura deseja, asfaltar algumas ruas chama a empresa CECRAT, que lhe passa os valores do serviço.
       O encarregado municipal só aceita a proposta do empreiteiro, quando a entidade concorda em apresentar os valores acrescidos de mais 10 ou 20%.
       Executado o serviço e tendo os cofres públicos pagos os valores à empresa, esta repassa então os 10 ou 20% excedentes ao funcionário ou político envolvido na trama.
       Todas as demais empresas que também teriam interesse na contratação com a administração são levadas a apresentar preços maiores do que os da primeira, perdendo assim o que seria essa “licitação pública”.
       O empreiteiro pode entregar o produto do superfaturamento aos espertinhos, às vezes, dentro de caixas de uísque, de vinho, ou usando outra forma qualquer.
       Você que gosta muito de assistir televisão, também fica imaginando de onde sairia tanto dinheiro, doado como prêmio, nesses programas populares?
       O povo, que paga esses crimes, é ainda aprendiz de malandro.   
  
       Leia também nesta edição:

Operação da Polícia Civil e MP prende prefeito de Pacajus, no Ceará

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pra que tanta pose, doutor?




Perguntaram outro dia a um nobre deputado federal: Excelência o senhor não teria outra atividade mais útil ao povo, que justificasse de forma mais efetiva, os salários que recebe, do que participar das redes sociais na internet?
Do alto de toda aquela sua sapiência, segurança e sensação que lhe proporcionava o fato de ter recebido mais de 100 mil votos, ele pensou, pensou e... nem tchum deu ao indagador.
O eleitor ficou a matutar se o nobilíssimo legislador não teria percebido a atenção a ele dirigida. Imaginou também que talvez, por ser muito pobre e insignificante, não tivesse merecido qualquer resposta vinda de tão insigne, brilhante e monárquica autoridade.
Quem sabe até a justificativa para o tal “gelo”, fosse a conduta divergente daquele interrogador que, recusando-se a concordar com as insanidades cometidas nas licitações públicas, praticadas por integrantes do partido do senhor deputado, contasse aos quatro ventos, os crimes ouvidos aos sussurros, nos corredores da prefeitura.
Acreditou-se que uma coisa era bem certa. O senhor deputado só respondia a quem achava ser digno de ouvir as suas sábias palavras, buriladas pela cultura adquirida durante a vintena de anos, em que esquentou, com seu traseiro largo, os cargos públicos eletivos.
Alguns teclados digitavam o fato de que aquela excelência não dava mão a pretos, não falava com pobre e nem carregava embrulho. Pra que tanta pose doutor? Pra que tanto orgulho?
Pontes, fábricas de automóveis, recapeamento de ruas já calçadas, são menos eficazes, para o fortalecimento da população carente, da periferia da sua cidade, do que o investimento no ensino público, na contratação de médicos, para os postos de saúde e na adequação da alimentação escolar.
Mas o que traz votos é a aparência das pontes, das ruas asfaltadas, da publicidade que se faz, das fábricas de carros. E o que o senhor quer, deseja mesmo, é a reeleição, muito mais do que o bem estar do povo.
Não é mesmo senhor deputado?
13/09/11

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Complacência dos Julgadores




                                  O prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos, diante da descoberta das falcatruas nas licitações da Sanasa, resolveu agora passar a responsabilidade por elas aos secretários municipais.
                    Ou seja, quem fará as licitações, daqui pra frente, são as secretarias municipais que precisam das obras ou das prestações de serviços.
                    Esse ato pode significar que a figura do prefeito estaria, em tese, blindada, no caso de ocorrência de novas fraudes. Entretanto a mera transferência do comando não impede que as burlas ocorram.
                    Na verdade o elemento desestimulador, das práticas prejudiciais à população de uma cidade, é a aplicação da lei penal.
                    Comprovada a existência dos atos ilícitos e também sendo certa a autoria deles, não existiriam motivos para a complacência dos julgadores, a não ser que neles predominem os desejos da pratica dos mesmos crimes.
                    Se há irregularidades na concessão de alvarás para loteamentos, instalação de antenas de celulares, e prestação de serviços junto às autarquias municipais, por que não haveriam também, nos demais atos administrativos pelos quais se processam o recapeamento das ruas, a construção das pontes, prédios públicos e viadutos?
                    Veja no vídeo abaixo o que acontece quando o dinheiro público, que deveria ser aplicado no atendimento à população, vai para o bolso dos políticos.


domingo, 27 de junho de 2010

Valendo-se dos meios escusos

Depois de um longo tempo em que deixaram José Serra sozinho, chegou enfim o momento no qual alguém deveria se apresentar para ocupar a vaga de vice.

Na minha opinião quem mais se identifica com o PSDB é o ex-deputado Roberto Jefferson do PTB. A bagagem política que o forma é bem característica da ideologia dessa coligação.

A experiência política do senador Álvaro Dias, convocado para o posto, está longe da apresentada no currículo do doutor Roberto.

Os eleitores do PSDB só têm a agradecer por tamanho acerto na escolha. Afinal, depois de um longo tempo com o PT em Brasília, nada como voltar ao corriqueiro.

Quem desejaria aquela espécie de “reinado” petista, semelhante ao do “imperador” Hugo Chaves na Venezuela?

Eu particularmente me abstenho de votar no PSDB. Sofri na pele, na carne, as consequências dessa política equivocada desenvolvida aqui em Piracicaba.

Valem-se dos meios escusos para conseguir os intentos. As safadezas são muitas, tantas que, em determinados momentos, dá vergonha dizer-se piracicabano. Talvez cometam tantos erros por ignorância.

Entretanto, com o devido respeito, a ignorância da lei não exime a culpa.

Quem não se lembra dos escândalos licitatórios? Quem não se recorda das induções aos erros, dos engodos, promovidos pela ânsia louca de permanecer no poder?

Vale tudo pra defender o uísque das crianças: até meter nas meias, cuecas, bolsas e bolsos as pacas e mais pacas de dinheiro destinado aos cidadãos.

Da mesma forma que o sujeito acena uma cenoura vistosa diante do burro, fazendo-o puxar a carroça, não seria enganoso dizer que acenam, aos ingênuos, com concursos públicos e a satisfação das quimeras novelescas, mobilizando-os a os elevarem aos mais profícuos cargos provedores.

Aviso: o blog

http://laranjanews.blog.terra.com.br deixa de publicar momentaneamente os links de jornais, revistas, blogs e outros, na capa por motivos de ordem técnica.



segunda-feira, 19 de abril de 2010

A melhor defesa não é o ataque

Observa-se aqui em Piracicaba, nestes tempos, a junção entre espíritas e crentes ao redor do senhor prefeito Barjas Negri. Estamos em tempo de eleições e como a composição da câmara municipal quase sempre foi feita com base nessas crenças, adensa-se a ligadura.

Em termos de estado isso também ocorre; os ataques ao papa Bento XVI e aos seus sacerdotes pode muito bem ter a origem nessa vã tentativa de defender-se acusando. De fato o prefeito Barjas Negri (PSDB) foi mencionado nos Inquéritos da Polícia Federal que investigam a sua participação no esquema de corrupção denominado sanguessugas.

Luis Antônio Vedoin e Darcy Vedoin proprietários da empreiteira Planan garantiram que Barjas Negri (PSDB) embolsava lucros ao participar das falcatruas que superfaturavam ambulâncias. Foram mais de 600 prefeituras as servidas com esses veículos cujos preços estavam aumentados.

Há vereadores que, com base num eleitorado formado por evangélicos, permanece no cargo por mais de 20 anos. Como as feridas provocadas na administração pública federal foram expostas pra quem quisesse ver, nada mais recíproco do que atacar os sacerdotes da igreja católica.

Os políticos de Piracicaba sabem que não são corretos, que não são honestos. Procuram agora trazer pra si as atenções da sociedade brasileira, com uma fábrica de automóveis que a ninguém da cidade aproveita.

Enquanto isso favorecem a proliferação de empreendedores mal preparados que, desconhecendo as técnicas de manuseio dos equipamentos, prejudicam a vizinhos. É inegável que Piracicaba seja uma cidade onde os restolhos dos antigos coronéis desejem perpetuar-se no poder.

Eles não sabem fazer outra coisa. Nunca souberam. As licitações, por diversas vezes declaradas viciosas pelos tribunais, são a galinha dos ovos de ouro desse pessoal. O desvio de riquezas e as tentativas de ocultação passam pela estratégia de constranger os sacerdotes católicos.

Veja você o seguinte: O PSDB deseja trazer para a cidade a Hyundai Motor Brasil fabricante de automóveis. A empresa receberá gratuitamente a área de terras onde se estabelecerá e ainda a isenção de impostos por uma centena de anos.

Como para trabalhar nessas empresas é preciso ter conhecimento técnico especializado, deduz-se que os habitantes atuais da cidade não ocuparão seus postos de trabalho. Aqui não existe ninguém com treinamento para laborar nesse tipo de empreendimento.

Aliás, diga-se de passagem, que hoje em dia a automação das linhas de produção dispensa os trabalhos musculares. Então a quem interessa esse show promovido pelos políticos?

Interessa aos senhores ocupantes dos cargos eletivos que desejam perpetuar-se no bem-bom. Na atual conjuntura não seria exagero afirmar ser possível o casamento entre a Rede Globo e a Record. Pelo menos até a posse do senhor José Serra.



sábado, 24 de outubro de 2009

JUSTIÇA CASSA O MANDATO DE 13 POLÍTICOS

Com base nas provas da denúncia do Ministério Público Eleitoral, de que para as eleições de 2008, teriam recebido doações ilegais no valor de R$ 10,8 milhões, da Associação Imobiliária Brasileira e SECOVI, o Juiz Aloísio Sérgio Rezende da Silveira da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, em 19/10, segunda-feira, cassou os mandatos dos vereadores Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Bezerra Júnior (PSDB) Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB) Gilson Barreto (PSDB), Dalton Silvano (PSDB), Ricardo Teixeira (PSDB), Carlos Apolinário (DEM), Domingos Dissei (DEM), Marta Freire da Costa (DEM) Ushitaro Kamia (DEM), Adilson Amadeu (PTB), Wadih Mutran (PP) e Paulo Abou Anni (PV).

Negando o recebimento de qualquer donativo, os cassados apelaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e, nesta sexta-feira, 23 de outubro, obtiveram o efeito suspensivo da sentença até o próximo julgamento, conforme informou o Última Instância.