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segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Complacência dos Julgadores




                                  O prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos, diante da descoberta das falcatruas nas licitações da Sanasa, resolveu agora passar a responsabilidade por elas aos secretários municipais.
                    Ou seja, quem fará as licitações, daqui pra frente, são as secretarias municipais que precisam das obras ou das prestações de serviços.
                    Esse ato pode significar que a figura do prefeito estaria, em tese, blindada, no caso de ocorrência de novas fraudes. Entretanto a mera transferência do comando não impede que as burlas ocorram.
                    Na verdade o elemento desestimulador, das práticas prejudiciais à população de uma cidade, é a aplicação da lei penal.
                    Comprovada a existência dos atos ilícitos e também sendo certa a autoria deles, não existiriam motivos para a complacência dos julgadores, a não ser que neles predominem os desejos da pratica dos mesmos crimes.
                    Se há irregularidades na concessão de alvarás para loteamentos, instalação de antenas de celulares, e prestação de serviços junto às autarquias municipais, por que não haveriam também, nos demais atos administrativos pelos quais se processam o recapeamento das ruas, a construção das pontes, prédios públicos e viadutos?
                    Veja no vídeo abaixo o que acontece quando o dinheiro público, que deveria ser aplicado no atendimento à população, vai para o bolso dos políticos.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Crueldade Contra os Animais




                    Muita gente sabe que a crueldade faz parte de alguns seres humanos de forma inequívoca.
                    Você percebe quando o sujeito é mau quando o vê lidar com as crianças, ou até mesmo com os animais.
                    O elemento cruel não sente compaixão, não tem remorso, e isso se evidencia nas suas ações maldosas, contra cães e gatos, por exemplo.
                    Você pode não acreditar, mas ainda há gente capaz de matar ou judiar muito dos bichos, como se tivesse fazendo um sacrifício a Deus.
                    Essa forma equivocada de reagir ao mundo atual, do século XXI, tempo da Internet, da globalização, era muito própria de alguns povos precedentes a Jesus Cristo.
                    Podemos encontrar os rituais de sacrifício no velho testamento, mas logo depois, nos Evangelhos, notaremos que Jesus ensinava a importância da misericórdia e não das imolações.
                    Foi com o objetivo de desestimular a prática de judiação contra bodes, cabritos, gatos, cachorros, galinhas e galos que o vereador piracicabano Laércio Trevisan Júnior (PR), propôs o projeto de lei 128/2010.
                    Na lei, que foi recusada pelo prefeito Barjas Negri (PSDB), Trevisan definia como maus tratos e crueldade contra animais, as ações diretas ou indiretas capazes de provocar privação das necessidades básicas, sofrimento físico, medo, estresse, angústia, patologias ou morte que ocorriam inclusive, no sacrifício de animais nos rituais religiosos.
                    Cedendo às pressões de aproximadamente 15 terreiros de Umbanda e Candomblé, o prefeito piracicabano vetou o projeto.
                     Isso significa que essas práticas primitivas estão livres da interferência do poder público e que os bichos (que não têm nada a ver com a loucura dos seres humanos), ainda pagarão com a vida e sofrimentos, pela insensatez que não lhes pertence.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Ordem e o Progresso

É impressionante o descaramento dessa gente que ocupa o poder nestes dias tão atribulados. O sujeito é filmado cometendo crimes gravíssimos contra a organização do estado e para defender-se o safardana consegue alegar, dentre outras coisas, que as cenas não tinham nada a ver com a roubalheira.


O bandido desejoso de passar a idéia de que a multidão, que se manifestava nas ruas, protestando contra seu mau caráter, estava equivocada e que conduz uma tropa de cavalaria repressora contra ela, quer mesmo ver-se impune, para desfrutar o produto da sua esperteza.

O mau elemento que já tem antecedentes condutores de punições anteriores, ainda goza dos benefícios do cargo público e também da dinheirama amealhada fraudulentamente.

Ora, se isso não for um convite, a todos aqueles que carregam latentes, os germes da corrupção, a seguirem pelos mesmos caminhos, o que mais seria além do famoso pré-aviso de impunidade?

O produto roubado do estado serve também para promover mais corrupção contribuindo para o esfacelamento das suas estruturas. O jogo feito pelos corruptores visa a desestruturação dos organismos que possam pôr em risco ações repressivas e punitivas.

A situação assemelha-se a um organismo animal acometido pela doença, cuja sobrevivência dependerá, sem dúvida, da aniquilação desses esquemas diruptivos contrários à manutenção do bem estar geral.

A Polícia Federal tem feito sua parte; cabe também ao Ministério Público denunciar esses cometimentos criminosos acompanhando-os até a final condenação. Semelhante a um espetáculo popular, a sociedade acompanhará o desfecho do embate que servirá enfim, de exemplo tanto para aquele que viola as regras, quanto para o cidadão honesto cumpridor dos seus deveres.

Muita vez o sujeito que pratica o crime desconhece a gravidade dos seus atos. Nos seus conceitos pode até haver a noção de que o que esteja a fazer seja aceitável. Como dizer aos políticos principiantes que suas intenções de suborno são inadequadas se a ideia vigente é a de praticar danos contra o estado organizado?

Além da divulgação dos flagrantes caberia também a comunicação, à sociedade, dos resultados dos julgamentos, sendo certo que interessa ao todo muito mais a dor da cirurgia reparadora do que a euforia limitada aos grupos ladravazes.

A instalação da corrupção interna interessa também, sem dúvida, aos concorrentes diretos limítrofes, desejosos de arruinar aquela política diversa e antipatizada.

Em jogo estão os conceitos como família, religião, moral, bons costumes, respeito aos mais velhos e um ferrenho embate pelo poder. A tolerância com os crimes e desaforos não se coaduna com a manutenção da integridade das instituições.

Para a manutenção da ordem e do progresso a sociedade testemunha espera do Judiciário, a exata aplicação da lei e suas penas, na proporção da gravidade dos crimes por todos conhecidos.


Fernando Zocca.