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sábado, 10 de julho de 2010

A Gerente

Luisa Fernanda a gerente mais perfecionista que seus colegas de banco jamais viram, naquela tarde de quinta-feira, olhando sobre as cabeças de uma dezena deles, buscava alguém que pudesse lhe resolver a dúvida, suscitada pelos papéis que mantinha na mão.

A mulher estava de pé, no local amplo, ocupado pelos parceiros presos diante das telas dos computadores. Os cabelos curtos da bancária estavam penteados com esmero, e não impediam o destaque dos óculos de grossos aros negros, mantidos sobre o nariz.

No balcão, apesar de haver seis postos de trabalho, as filas se formavam diante de apenas três caixas que atendiam. A demora na atenção ao público gerava reclamações e alguns usuários chegaram a se queixar na rádio, causando alvoroço na diretoria. Mesmo assim, Luisa não se convencera de que a convocação de outro funcionário, para agilizar o atendimento, seria mais rentável aos patrões.

Com o nariz empinado ela procurava manter-se concentrada no trabalho, mas as lembranças do marido Célio Justinho, obsedado pela mania de tentar tocar, de orelhada, o hino do Corinthians, depois de bêbado, a preocupava muito. Luísa recebera inúmeras reclamações do barbeiro vizinho sobre os “atentados” do ébrio.

Não encontrando ninguém que pudesse lhe informar sobre qual carimbo usar naquelas vias verdes das notas fiscais, ela olhava ora para o lado direito, ora para o esquerdo, em busca duma fonte da informação salvadora. A diretoria do banco mudara recentemente a cor da papelada de amarelo para o verde. Porém, apesar da oficina de doze meses que fizera, para assimilar a troca, Luisa ainda abrigava dúvidas.

Ao manter seguros os papéis com a mão esquerda, ela, naquele momento de angústia, levou o indicador da mão direita aos lábios, como se perguntasse: “Quem me ajudaria agora com isso?” Mas ninguém poderia deixar de fazer o que fazia para atender a companheira.

Luisa Fernanda recordou-se que o marido, numa ocasião em que promovia um daqueles seus churrascos famosos, com muita gente bêbada e barulhenta, dissera pra galera hilária que ela, a chefe da casa, trocava com freqüência, os remédios tarja preta indicados pelo psiquiatra.

Quase ninguém acreditou que Luísa pudesse tomar, ao deitar, os comprimidos receitados para o depois do café da manhã. E que ao acordar, ela pudesse ingerir aquelas drogas prescritas para quando fosse dormir.

Apesar da confusão mental que a dominava com frequência, Luisa Fernanda conseguia manter o cargo, menos por mérito próprio, do que pelo poder da influência dos seus padrinhos.

Mas agora ali, naquele momento de grande burburinho na agência, ela não podia conter a vontade de sair correndo, deixar pra trás aquela perturbação toda e mergulhar na piscina de águas esverdeadas lá do seu quintal.

E foi só pensar em penetrar portão adentro, da casa doada pelo pai do Célio Justinho, que a recordação da amiga e seu marido, assassinados friamente por um visitante, lhe aflorou à consciência.

Como Luisa Fernanda não encontrasse, naquele instante, alguém livre que a pudesse auxiliar, resolveu tomar um café, dirigindo-se então à cozinha. Ela não conteve as lembranças do crime: o casal amigo, que ganhara bebê há pouco tempo, preparava-se para sair num sábado à tarde, quando alguém acionou a campainha. Olhando pelo olho-mágico, o homem reconheceu ser uma pessoa amiga que o procurava. A vítima despreocupada abriu o portão, alegrando-se pela presença do recém-chegado. Mas ao dar-lhe as costas, foi atingida por dois disparos na cabeça, dados à queima-roupa.

O grito de dor, bem como o baque do corpo caindo ao chão, chamaram a atenção da esposa da vítima que chegou correndo à sala. Da mesma forma que o marido, ela foi atingida por outros dois disparos que a mataram.

O neném recém-nascido foi encontrado horas depois pela mãe do homem assassinado. A polícia suspeitou que o crime foi cometido por uma ex-noiva do morto, ex-nora da vovó, que se incumbiria de cuidar da órfã.

Enquanto Luisa Fernanda, na cozinha, segurando um copinho de café ruminava suas recordações, alguém a avisou que o expediente havia terminado e que a agência só aguardava sua saída para fechar.

A gerente nunca sentiu tanta felicidade ao voltar para casa.

 

A Gerente

Luisa Fernanda a gerente mais perfecionista que seus colegas de banco jamais viram, naquela tarde de quinta-feira, olhando sobre as cabeças de uma dezena deles, buscava alguém que pudesse lhe resolver a dúvida, suscitada pelos papéis que mantinha na mão.

A mulher estava de pé, no local amplo, ocupado pelos parceiros presos diante das telas dos computadores. Os cabelos curtos da bancária estavam penteados com esmero, e não impediam o destaque dos óculos de grossos aros negros, mantidos sobre o nariz.

No balcão, apesar de haver seis postos de trabalho, as filas se formavam diante de apenas três caixas que atendiam. A demora na atenção ao público gerava reclamações e alguns usuários chegaram a se queixar na rádio, causando alvoroço na diretoria. Mesmo assim, Luisa não se convencera de que a convocação de outro funcionário, para agilizar o atendimento, seria mais rentável aos patrões.

Com o nariz empinado ela procurava manter-se concentrada no trabalho, mas as lembranças do marido Célio Justinho, obsedado pela mania de tentar tocar, de orelhada, o hino do Corinthians, depois de bêbado, a preocupava muito. Luísa recebera inúmeras reclamações do barbeiro vizinho sobre os “atentados” do ébrio.

Não encontrando ninguém que pudesse lhe informar sobre qual carimbo usar naquelas vias verdes das notas fiscais, ela olhava ora para o lado direito, ora para o esquerdo, em busca duma fonte da informação salvadora. A diretoria do banco mudara recentemente a cor da papelada de amarelo para o verde. Porém, apesar da oficina de doze meses que fizera, para assimilar a troca, Luisa ainda abrigava dúvidas.

Ao manter seguros os papéis com a mão esquerda, ela, naquele momento de angústia, levou o indicador da mão direita aos lábios, como se perguntasse: “Quem me ajudaria agora com isso?” Mas ninguém poderia deixar de fazer o que fazia para atender a companheira.

Luisa Fernanda recordou-se que o marido, numa ocasião em que promovia um daqueles seus churrascos famosos, com muita gente bêbada e barulhenta, dissera pra galera hilária que ela, a chefe da casa, trocava com freqüência, os remédios tarja preta indicados pelo psiquiatra.

Quase ninguém acreditou que Luísa pudesse tomar, ao deitar, os comprimidos receitados para o depois do café da manhã. E que ao acordar, ela pudesse ingerir aquelas drogas prescritas para quando fosse dormir.

Apesar da confusão mental que a dominava com frequência, Luisa Fernanda conseguia manter o cargo, menos por mérito próprio, do que pelo poder da influência dos seus padrinhos.

Mas agora ali, naquele momento de grande burburinho na agência, ela não podia conter a vontade de sair correndo, deixar pra trás aquela perturbação toda e mergulhar na piscina de águas esverdeadas lá do seu quintal.

E foi só pensar em penetrar portão adentro, da casa doada pelo pai do Célio Justinho, que a recordação da amiga e seu marido, assassinados friamente por um visitante, lhe aflorou à consciência.

Como Luisa Fernanda não encontrasse, naquele instante, alguém livre que a pudesse auxiliar, resolveu tomar um café, dirigindo-se então à cozinha. Ela não conteve as lembranças do crime: o casal amigo, que ganhara bebê há pouco tempo, preparava-se para sair num sábado à tarde, quando alguém acionou a campainha. Olhando pelo olho-mágico, o homem reconheceu ser uma pessoa amiga que o procurava. A vítima despreocupada abriu o portão, alegrando-se pela presença do recém-chegado. Mas ao dar-lhe as costas, foi atingida por dois disparos na cabeça, dados à queima-roupa.

O grito de dor, bem como o baque do corpo caindo ao chão, chamaram a atenção da esposa da vítima que chegou correndo à sala. Da mesma forma que o marido, ela foi atingida por outros dois disparos que a mataram.

O neném recém-nascido foi encontrado horas depois pela mãe do homem assassinado. A polícia suspeitou que o crime foi cometido por uma ex-noiva do morto, ex-nora da vovó, que se incumbiria de cuidar da órfã.

Enquanto Luisa Fernanda, na cozinha, segurando um copinho de café ruminava suas recordações, alguém a avisou que o expediente havia terminado e que a agência só aguardava sua saída para fechar.

A gerente nunca sentiu tanta felicidade ao voltar para casa.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A nora assassina


Luisa Fernanda a gerente mais perfecionista que seus colegas de banco jamais viram, naquela tarde de quinta-feira, olhando sobre as cabeças de uma dezena deles, buscava alguém que pudesse lhe resolver a dúvida, suscitada pelos papéis que mantinha na mão.


A mulher estava de pé, no local amplo, ocupado pelos parceiros presos diante das telas dos computadores. Os cabelos curtos da bancária estavam penteados com esmero, e não impediam o destaque dos óculos de grossos aros negros, mantidos sobre o nariz.


No balcão, apesar de haver seis postos de trabalho, as filas se formavam diante de apenas três caixas que atendiam. A demora na atenção ao público gerava reclamações e alguns usuários chegaram a se queixar na rádio, causando alvoroço na diretoria. Mesmo assim, Luisa não se convencera de que a convocação de mais um funcionário, para agilizar o atendimento, seria mais rentável aos patrões.


Com o nariz empinado ela procurava manter-se concentrada no trabalho, mas as lembranças do marido Célio Justinho, obsedado pela mania de tentar tocar de orelhada o hino do Corinthians, depois de bêbado, a preocupava muito. Luísa recebera inúmeras reclamações do barbeiro vizinho sobre os “atentados” do ébrio.


Não encontrando ninguém que pudesse lhe informar sobre qual carimbo usar naquelas vias verdes das notas fiscais, ela olhava ora para o lado direito, ora para o esquerdo, em busca duma fonte da informação salvadora. A diretoria do banco mudara recentemente a cor da papelada de amarelo para o verde. Porém, apesar da oficina de doze meses que fizera, para assimilar a troca, Luisa ainda abrigava dúvidas.


Ao manter seguros os papéis com a mão esquerda, ela naquele momento de angústia, levou o indicador da mão direita aos lábios, como se perguntasse: “Quem me ajudaria agora com isso?” Mas ninguém podia deixar de fazer o que fazia para atender a companheira.


Luisa Fernanda recordou-se que o marido, numa ocasião em que promovia um daqueles seus churrascos famosos, com muita gente bêbada e barulhenta, dissera pra galera hilária que ela, a chefe da casa, trocava com freqüência, os remédios tarja preta indicados pelo psiquiatra.


Quase ninguém acreditou que Luísa pudesse tomar, ao deitar, os comprimidos receitados para o depois do café da manhã. E que ao acordar, ela pudesse ingerir aquelas drogas prescritas para quando fosse dormir.


Apesar da confusão mental que a dominava com freqüência, Luisa Fernanda conseguia manter o cargo, menos por mérito próprio, do que pelo poder da influência dos seus padrinhos.


Mas agora ali, naquele momento de grande burburinho na agência, ela não podia conter a vontade de sair correndo, deixar pra trás aquela perturbação toda e mergulhar na piscina de águas esverdeadas lá do seu quintal.


E foi só pensar em penetrar portão adentro, da casa doada pelo pai do Célio Justinho, que a recordação da amiga e seu marido, assassinados friamente por um visitante, lhe aflorou à consciência.


Como Luisa Fernanda não encontrasse, naquele instante, alguém livre que a pudesse auxiliar, resolveu tomar um café, dirigindo-se então para a cozinha. Ela não conteve as lembranças do crime: o casal amigo, que ganhara bebê há pouco tempo, preparava-se para sair num sábado à tarde, quando alguém acionou a campainha. Olhando pelo olho-mágico, o homem reconheceu ser uma pessoa amiga que o procurava. A vítima despreocupada abriu o portão, alegrando-se pela presença do recém-chegado. Mas ao dar-lhe as costas, foi atingida por dois disparos na cabeça, dados à queima-roupa.


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domingo, 23 de agosto de 2009

A competência dos velhos deitados


Dizem que em Tupinambicas das Linhas concentra-se a maior quantidade de loucos jamais vista em toda a história da humanidade. Os estudiosos garantem que seria decorrência do consumo da água do rio Tupinambos que corta a cidade.


A explicação mais aceita é de que no local onde as águas são coletadas, para o uso da população, elas chegariam com uma condensação de poluentes tão intensa, que influiria na saúde mental dos habitantes da urbe.


O escritor Fernando Zocca conta no livro MODERAÇÃO parte das tramas e dramas que se passaram na cidade mais conhecida do Estado de São Tupinambos.


Você conhecerá as artimanhas dos políticos do local. Jarbas, o prefeito corrupto que manipulava resultados nas licitações, amealhando fortunas que sua família jamais sonhou ter. Tendes Trame o deputado venal, que nas armações com ambulâncias, adquiriu centenas de imóveis na cidade e também o Fuinho Bigodudo, Zé Lagartto e outros vereadores que, desviando recursos públicos fizeram pés-de-meia fenomenais. Diziam as más línguas que alguns velhos vereadores eram tão tunantes que despachavam deitados.


Além dessas figuras recorrentes na política tupinambiquence você saberá quem é a vovó Bim Latem, a chefe do gabinete do Jarbas e a criadora da verdadeira Seita Maligna do Pavão Louco.


Os frequentadores das reuniões noturnas da Seita Maligna teriam como característica marcante agredir moral, sexual e fisicamente crianças indefesas, filhas de desafetos considerados inatingíveis. Os agressores loucos conseguiam abrigo e proteção nas entranhas das sedes onde os membros da Seita Maligna se reuniam.


Você conhecerá também Célia Justinho, Luísa Fernanda a gerente do Brafresco, Gabrielzinho boca de porco e muitos outros que fazem o progresso desse trecho do universo.



(Na foto acima você vê, no momento turístico, a fonte de águas cristalinas da Esalq. Quando voltares a Piracicaba revisite a Esalq. Você não sente saudades?)





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sábado, 11 de julho de 2009

O porco tresvairado das trevas



O porco das trevas, das profundezas dantescas do fogo do inferno, acalorado que estava com a seiva dos alambiques fraudulentos, aproveitando uma oportunidade, quase única, que lhe surgira durante toda aquela sua mísera vida, aproximou-se de Luísa Fernanda, a mocréia corintiana e estufando o peito, detonou algumas palavras que lhe pareceram tijoladas nos cornos:
- Faleça de inveja caipora do brejo, do fim da linha!
A pobre Luísa que segurando na mão esquerda uma sacola com quatro garrafas de cerveja, na outra um celular, no qual simulava falar, objetivando impressionar as visitas que lhe surgiram, assim de última hora, sem nem ao menos avisar, chegava do boteco.
Os visitantes vieram num velho Chevette verde e expondo como desculpa a tensão da saudade e o desejo premente de conversar, aboletaram-se todos no sofá da sala de onde, agora aguardavam a anfitriã que entrava com as cervejinhas geladas.
Ninguém abriu o portão para a Luisa. Do jeito que pôde ela foi avançado pela garagem, transpondo os obstáculos da sala até chegar à cozinha onde depositou o presente sobre a mesa. Então ela disse, depois de ter descansado, no armário, o celular sem crédito:
- Gente! Vocês não imaginam o que me aconteceu! Um tarado chegou bem perto de mim, assim, de repente e, nessa minha orelha aqui ó, a esquerda, me deu um berro que quase me ensurdeceu. Ô carniça do inferno!
Os visitantes boquiabertos arregalaram os olhos quando um deles, tomando o abridor de garrafas e avançando sobre as cervejas foi logo perguntando:
- Você sabe quem é Lu?
Luisa disse que era um tresloucado que vivia a puxar uma carroça pelas ruas do bairro, na qual transportava até 64 k de papelão, e demais resíduos.
É certo que ninguém estava mesmo interessado naquela história de baixas rendas, gentalha da periferia, pobres de espírito e corpo. Mas como a avidez pela cerveja precisava ser disfarçada por algo mais "nobre", não titubearam os bebedores em simular compaixão pela mocréia.
Então outro puxa-saco disse:
- Nossa Lu! E se o biriteiro te rouba o celular? E se ele te rouba a sacola com as cervejas? Luisa Fernanda, afagando Magna, a Poodle branca e fedida que se mostrava inquieta, nervosa e angustiada por causa da coleção de pulgas que lhe habitava o cangote, disse empinando o nariz:
- Olha, se aquele cara pusesse um dedo, um dedinho que fosse em mim, eu chamaria a polícia. Já estou por aqui ó, com esse energúmeno, comedor de picles.
- Ah, Lu, mas que coisa chata! Justamente hoje que o Corinthians ganhou! - disse outro que pegava um copo na prateleira.
- Não liga, Lu. Olha bem, toca o barco pra frente filha, esquece esses problemas, essa negadinha só sabe aporrinhar os outros. Não liga, olha, toma aqui um gole que é pra refrescar a moringa. - consolou outro solidário.
- Lu, minha querida, você já viu um projeto de lei que circula pela Câmara Municipal, com o qual querem proibir a propaganda de cerveja? É só o que faltava mesmo! Luisa Fernanda arregalando os olhos e enregelando o gogó com uma talagada de cervejota,
não podendo acreditar soltou:
- Virgem Santa! Até isso querem fazer? Mas essa gente não tem mesmo com o que se ocupar. Ficam inventando cada uma que, olha, faça-me o favor, viu?
- Proibir a propaganda é o mesmo que proibir alguém de falar, de se manifestar sobre o assunto, mas pode uma coisa dessas? - perguntou outro afoito que foi logo enchendo o copo com a bebida predileta.
De repente o telefone fixo da Luisa tocou. Um dos presentes que se considerava da casa atendeu. Era Célio Justinho, o gerente do Brafresco, banco onde Luisa trabalhava. A visita íntima passou o aparelho para a anfitriã. Luisa ouviu atentamente e logo se deixou abater. Os convivas souberam que na manhã seguinte todos os demais funcionários da agência deveriam estar logo cedo no trabalho. Novas estratégias para a venda de dinheiro seriam discutidas.
Naquele momento terminou mais uma festa para Luisa, a mocréia corintiana que auxiliava o Brafresco na espoliação dos cidadãos tupinambiquences.


Fernando Zocca.


Leia O Castelo dos Espíritos
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