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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Força e perigo da língua

Meus irmãos, não se façam todos de mestres. Vocês bem sabem que seremos julgados com maior severidade, pois todos nós estamos sujeitos a muitos erros.

Aquele que não comete falta ao falar, é homem perfeito, capaz de pôr freio ao corpo todo. Quando colocamos freio na boca dos cavalos para que nos obedeçam, nós dirigimos todo o corpo deles. Vejam também os navios: são tão grandes e empurrados por fortes ventos! Entretanto, por um pequenino leme são conduzidos para onde o piloto quer levá-los. A mesma coisa acontece com a língua: é um pequeno membro e, no entanto se gaba de grandes coisas.

Observem uma fagulha, como acaba incendiando uma floresta imensa! A língua é um fogo, o mundo da maldade. A língua, colocada entre os nossos membros, contamina o corpo inteiro, incendeia o curso da vida, tirando a sua chama da geena. Qualquer espécie de animais ou de aves, de répteis ou seres marinhos são e foram domados pela raça humana; mas nenhum homem consegue domar a língua. Ela não tem freio e está cheia de veneno mortal. Com ela bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca sai a bênção e a maldição. Meus irmãos isso não pode acontecer! Por acaso, a fonte pode fazer jorrar da mesma mina água doce e água salobra? Meus irmãos, por acaso uma figueira pode dar azeitonas, e uma videira pode dar figos? Assim também uma fonte salgada não pode produzir água doce.

Tg 3, 1-12.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

É Perigoso Morar Aqui

Cidade pequena, provinciana, tem cada figura que impressiona. Imagine você caminhar por uma rua cujas calçadas são tomadas pela expansão do sentimento de poder de uma moradora.

É isso mesmo. O tempo que a pessoa permanece numa região dar-lhe-ia um sentimento de autoridade tal que lhe possibilitaria ocupar inclusive a calçada com “puxadinhos”.

Essas aberrações ocorrem com mais freqüência em Cosmópolis, terra do falecido ex-deputado federal João Herrmann Netto. Lá existem endereços diferentes, na mesma rua, mas com numeração semelhante.

Imagine o trabalho do carteiro ao ter de entregar correspondências nos números 30, 41 ou 39 da rua tal. É que há dois 30, dois 41 e dois 39. Pra que essa confusão se instale e se difunda é preciso que ocorra a somatória do analfabetismo, superstição, egoísmo e muita venalidade dos políticos locais.

Aqui em Piracicaba é quase igual. Há pessoas que, por morarem na periferia, sentem-se os donos do quarteirão e autorizados, por isso mesmo, a maltratar a quem não simpatizam.

E eles, os malucos, não fazem pouco não. Promovem arruaças, ajuntam-se defronte o seu portão, tentam agredi-lo e o difamam nas igrejas, câmara municipal, prefeitura, delegacia de polícia e bancos.

Essas pessoas ou são retardadas mentais, degeneradas ou psicóticas mesmo. Conheci uma senhora enorme, mulher de um barbeiro, que nas horas de folga era funcionário público trabalhando como vigia no cemitério da cidade. A mulher era tão gorda, mas tão gorda, que quando se sentava no sofá, pra ver a novela das oito, o pessoal que ali estava antes, tinha de se levantar.

A bruaca descontava a fereza, que lhe causava a prisão de ventre perpétua, nos filhos dos vizinhos que não tinha em boa conta.

Se o conceito de loucura mudou com o tempo, fazendo parte da sua característica a agressividade danosa e o analfabetismo, então meu amigo, considere que a existência da maior concentração de dementes por metro quadrado, você encontra aqui na Rua Napoleão Laureano entre a Samuel Neves e Fernando Febeliano da Costa, no bairro Vila Independência em Piracicaba.

É perigoso morar aqui. Você pode ser agredido com tijoladas na cara ou ser punido diariamente com muito barulho e tinta spray que os mal formados injetam na sua casa.