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sábado, 10 de dezembro de 2011

Caminhão atropela procissão e mata dez




Um caminhão desgovernado, carregado de areia, atropelou dezenas de fiéis durante uma procissão na quinta-feira (8/12), em Feira Grande, no interior de Alagoas matando dez pessoas.

O caminhão-caçamba carregado de areia, que pegou fogo, atingiu sete veículos entre motos e carros “Foi muito rápido, então não dá para a gente definir o que aconteceu, na verdade”, disse um morador.

Três motos foram arrastadas pelo caminhão, que só parou depois de capotar na praça principal da cidade.

“Todo mundo apavorado com o carro pegando fogo. Algumas motos explodindo, como a gente viu. Existiam essas explosões e as pessoas se assustavam. Mesmo assim, o pessoal muito solidário. Eles entraram mesmo, metiam a cara e jogando areia. Faziam de tudo para tentar resgatar os corpos”, contou o morador Edson Chagas.

O motorista do caminhão e outras nove pessoas morreram. De acordo com o Instituto Médico-Legal (IML), quatro das vítimas eram crianças. Uma delas morreu soterrada pela areia que caiu da caçamba. Outras quatro pessoas foram carbonizadas.

A todo o momento moradores chegavam à praça para tentar identificar parentes. “Recebi a notícia e fui logo para o IML, fui logo para a unidade de emergência, mas não localizei. Vim direto para ver se localizava. Estou abaladíssima. A família inteira. Isso é um choque”, comentou a funcionária pública Gildete Soares Bispo.

“Uma avenida dessas, cheia de gente, milhares de gente, acontece um negócio desse aqui. Foram muitas vidas”, lamentou o gerente de panificadora Marcelo Rocha.

A cidade de 22 mil habitantes no agreste de Alagoas está de luto. “Não dá nem para imaginar”, lamenta um morador.

Segundo a polícia, três mil pessoas participavam da procissão. As causas serão apuradas.

“Se a carga estava acima do permitido, se o caminhão estava em condições de trafegar e se o motorista estava em condições de conduzi-lo. São dados que só com a investigação poderão ser passados”, afirmou o tenente da Polícia Militar de Alagoas, Vanderlei Pereira Oliveira.


Mudando de assunto:

Que tal rever um dos carros mais famosos do meado dos anos 50?

Senhoras e senhores, com vocês o famoso Chevrolet Chevy 1954.
Curta o vídeo.




segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Morte no Casamento

RECIFE 20/12/2010 - O supervisor de vendas Rogério Damascena, 29 anos, assassinou a mulher, a advogada Renata Alexandre Costa Coelho, 25, o chefe dele e padrinho do casal, Marcelo Guimarães, 40, e se matou com um tiro na cabeça, na madrugada deste sábado, em Camaragibe, no Grande Recife, durante a festa do casamento.

O crime aconteceu no condomínio Casa Grande de Aldeia, no quilômetro 14, da estrada do bairro.

Na sexta-feira, o casal havia realizado a cerimônia no civil. O irmão da noiva, Tiago Guerra, ficou ferido. Ele foi atendido no Hospital Santa Joana e já teve alta.

Rogério Damascena chegou a ser internado no Hospital da Restauração, mas não resistiu e morreu na manhã deste domingo.

A irmã da noiva, Lúcia Helena Coelho afirmou que não existe a menor hipótese de crime passional.

- Não teve nada de passional. Minha irmã era uma pessoa maravilhosa, que amava e queria ser amada. Ele estava feliz, a festa estava linda. A família dele adorava ela e está sem entender nada. Ele se revelou um psicopata, que enganou a família inteira. Matou o melhor amigo dele, o chefe, que estava lá com a esposa e foi o padrinho do casamento - disse.

 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Equívoco pode ter causado a morte de Stephanie

A menina Stephanie dos Santos Teixeira de 12 anos morreu no sábado passado (4/12), na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, depois de ser medicada com vaselina liquida, no Hospital São Luis Gonzaga.

Suspeita-se que tenha havido um equívoco no exato momento da escolha dos frascos que continham um o soro fisiológico, e o outro a vaselina.

A pessoa encarregada de atender a prescrição médica pode ter se confundido ao escolher os vasilhames, já que eram semelhantes na forma e cor. A distinção dos produtos vinha escrita nos rótulos colados na parte externa das embalagens.

A vaselina liquida é usada na pele, nos casos de queimaduras. Já o soro fisiológico tem a finalidade de reidratar.

Stephanie foi internada por volta das 15h na sexta-feira no Hospital São Luis Gonzaga, por estar com diarreia, vômitos e dores abdominais.

O médico que atendeu Stephanie, no Hospital São Luis Gonzaga, diagnosticou virose, tendo prescrito o soro fisiológico como terapia.





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Santo do Dia

Santo Gabino

19 de fevereiro

Gabino nasceu na Dalmácia, atual Bósnia, numa família da nobreza romana cristã, radicada naquele território. Na idade adulta, ele foi viver em Roma com a intenção de se aproximar da Igreja, mesmo sabendo dos sérios riscos que correria. Nesta cidade, ele se tornou senador e se casou. Com a morte da esposa, Gabino decidiu ser padre. Transformou sua casa numa igreja, consagrou a jovem filha Suzana, à Cristo, e a educou com a ajuda do irmão Caio, que já era sacerdote. Juntos, eles exerciam o apostolado em paz, convertendo pagãos, ministrando a comunhão e executando a santa missa, enfim fortificando a Igreja neste período de trégua das perseguições.

Segundo os registros encontrados, Gabino e os familiares, eram aparentados do imperador Diocleciano. Assim, quando o soberano desejou ter a filha de Gabino como nora, não conseguiu. Enviou até mesmo um emissário para convencer a jovem, que não cedeu, decidida a se manter fiel à Cristo, sendo apoiada pelo pai e o tio Caio, que fora eleito papa, em 283. O imperador ficou mais irritado do que já estava, devido as tensões que circundavam o Império Romano em crescente decadência. Decretou a perseguição mais severa registrada na História do Cristianismo, apontado como causador de todos os males. O parentesco com o soberano de nada serviu, pois o final foi trágico para todos.

Quando começou esta perseguição, verificamos pelos registros encontrados que o padre Gabino, não mediu esforços para consolar e amparar os cristãos escondidos. Enfrentou com serenidade o perigo, andando quilômetros e quilômetros a pé, indo de casa em casa, de templo em templo, animando e preparando, os fiéis para o terrível sacrifício que os aguardava. Montanhas, vales, rios, florestas, nada o impedia nesta caminhada para animar os aflitos. Foram várias as missas rezadas por ele em catacumbas ou cavernas secretas, onde ministrava a comunhão aos que seriam martirizados. Finalmente foi preso, junto com a filha, que também foi sacrificada.

Gabino foi torturado, julgado e como não renegou a fé, foi condenado à morte por decapitação. Antes da execução, o mantiveram preso numa minúscula cela sem luz, onde passou fome, sede e frio, durante seis meses, quando foi degolado em 19 de fevereiro de 296, em Roma.

Ele não foi um simples padre, mas sim, um marco da fé e um símbolo do cristianismo. No século V, sua antiga casa, que havia sido uma igreja secreta, tornou-se uma grande basílica. Em 738, o seu culto foi confirmado durante a cerimônia de traslado das relíquias de São Gabino, para a cripta do altar principal desta basílica, onde repousam ao lado das de sua santa filha.

No século XV, a basílica foi inteiramente reformada pelo grande artista e arquiteto Bernini, sendo considerada atualmente uma das mais belas existentes na cidade do Vaticano. A sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

Fonte: site da Diocese de Piracicaba.



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Bueiro engole menino de 11 anos

Carlos Gabriel Ferreira, 11, brincava ontem (28) à tarde, na chuva com os amigos quando se desequilibrou e caiu num bueiro do Parque Santo Antônio, zona sul da capital, sendo levado pela enxurrada. Os Bombeiros foram chamados e depois de quatro horas de buscas, o corpo do menino foi encontrado no córrego, que passa na usina Piratininga, região do Campo Grande, distante 12 km do local, informou o Bom Dia São Paulo de hoje.


Carlos Gabriel Ferreira morreu depois de cair num bueiro quando brincava com amigos

domingo, 20 de setembro de 2009

As chaves


Telma caminhou a manhã inteira pelas ruas, logo depois de chegar à rodoviária de São Paulo. Exausta pensou em entrar numa lanchonete onde pediria uma Coca.


Pisou com o pé direito na soleira do boteco, torcendo por não encontrar oposição. Ao sentar-se num daqueles bancos contíguos ao balcão, notou que espantara algumas moscas chegadas antes.


Quando fez o pedido, tocou levemente o bolso onde sabia estar o maço das notas. O envelope pardo envolvente do numerário fora dispensado logo depois dela ter deixado a casa da velha: "Ô mulher chata! Dormia com a boca aberta, escancarada mesmo, e roncava feio!" - pensou a adolescente colocando um canudinho verde e outro amarelo dentro da lata recém servida.


O rádio emitia uma canção suave: nela pedia-se um pouco mais de malandragem. "Será que ao detetizarem o ambiente não teriam respingado coisa ruim na latinha?" O pensamento fugaz não a impediu que percebesse a fome.


Quando ela fitava o recipiente dos salgadinhos, um motorista de táxi entrou no recinto fazendo estardalhaço:

- E aí Cláudio... Tudo certo por aqui? - perguntou o jactante ao balconista sorridente.


Como acontece nesses casos, a própria figura do freguês induz respostas esperadas, sem nem mesmo haver a expressão dos pedidos verbais corriqueiros: o dono do botequim colocou sobre o balcão um copo americano onde despejou a piribita. Em ato contínuo botou, ao lado da azuladinha, um maço de LM.


O motorista vangloriou-se:

- Rapaz... Ontem comi um filé de pescada que me deu gosto! - Seu interlocutor respondeu:

- Eu prefiro filé à parmeggiana.

Telma ao deglutir o derradeiro gole do refrigerante por pouco não engasgou. Suas cordas vocais constritas tornaram quase inaudível o pedido da conta.


Ao sair caminhando pela rua ensolarada teve a convicção de que não suportaria nem mais um minuto aquele sufoco. Suas forças esmaeciam.


O ruído causado pelos veículos, o cheiro do combustível queimado e a luminosidade levaram-na a buscar o ansiolitico na mochila.


Passou defronte uma loja. O pensamento de que deveria embarcar imediatamente para a Bahia assaltou-a. As pessoas aglomeradas ali, naquele horário, observavam uma dezena de televisores ligados simultaneamente.


Numa das telas planas da TV de 29" uma chamada para a próxima novela mostrava parte da trama envolvente. Seria a história do alquimista desejoso de livrar-se das amarras, a ele impostas, pelo prefeito da cidade. O mago planejava vencê-lo usando os poderes ocultos da alquimia.


O calor sufocante fazia exsudar as gotículas de suor na sua pele alva. Ao passar a mão pelo ventre percebeu ter engordado. Desanimada viu-se sem destino. Talvez uma favela pacífica.


Quando se pôs a caminhar novamente, um mendigo cercou-a no meio da calçada. A proximidade daquele ser conspurcado fez com que ela sentisse seu bafo hediondo.


O branco dos olhos do bêbado mostrava-se congestionado; manchas vermelhas enormes denunciavam a intoxicação danosa. Ao esquivar-se do pingueiro, Telma abaixou, sem querer a cabeça. No chão jaziam algumas chaves tetra.


A incidência direta da irradiação solar sobre seu cocuruto congestionou-o fazendo-a perder os sentidos. Quando desabou na calçada quente atraiu a atenção dos transeuntes. Nenhum deles, porém se dispôs a socorrê-la.