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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Preço dos Cupcakes



               Como é possível para uma empreiteira vencer mais de 30 licitações, feitas pela prefeitura, se não tiver o tal jeitinho de contornar as exigências da legislação que regula a matéria?
       É mais do que sabido que as obras públicas, tais como a construção de pontes, prédio de biblioteca, escolas, viadutos e recapeamento de ruas já calçadas, são fontes de estratagemas proporcionadores de enriquecimento ilícito para muitos espertos.
       O superfaturamento, ou seja, a atribuição de preços bem maiores do que realmente custam tais obras ou serviços, serve de justificativa para o embolsamento de parte do dinheiro governamental.
       Em outras palavras: se uma empregada é incumbida de fazer cupcakes, tendo para isso que comprar os ingredientes, ela em sendo desonesta, pode alegar para a patroa, e até apresentar notas fiscais, que o trigo, o açúcar, os ovos, a manteiga e as essências custaram, digamos R$100, quando na verdade pagou só R$50.
       Tendo recebido os R$100 da empregadora e gasto somente os R$50 na compra que realizou, ela embolsa tranquilamente os outros R$50 restantes.
       Agora imagine essas importâncias multiplicadas por milhões ou bilhões de reais dos orçamentos fajutos das grandes avenidas, piscinões, viadutos e pontes.  
      É por isso que você pode notar aquele sujeito que, em não tendo onde cair morto, ou um gato pra puxar pelo rabo, depois de ter conseguido a ocupação daquele cargo público maneiro, hoje passeia de carro importado, é proprietário de centenas de imóveis e até habita mansão de bairro nobre.
       Enquanto isso você vê diariamente nos telejornais, os padecimentos dos eleitores causados pela deficiência, por falta de dinheiro, nos serviços públicos relacionados à saúde, educação e segurança.
       Pode isso Arnaldo?
         

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

João Manoel é reeleito presidente

O vereador João Manoel dos Santos (PTB) foi reeleito ontem (15/12), com 11 votos, presidente da câmara municipal de Piracicaba, pela terceira vez.

José Aparecido Longatto (PSDB) assumirá, a partir de 1º de janeiro, a vice-presidência; Carlos Alberto Cavalcante, o Carlinhos (PPS), será o primeiro secretário, e André Gustavo Bandeira (PSDB), o segundo.

As suplências da vice-presidência e da segunda secretaria serão ocupadas, respectivamente, por Ary de Camargo Pedroso Júnior (PDT) e por Paulo Henrique Paranhos Ribeiro (PRB).

João Manoel dos Santos (PTB) foi reeleito presidente com os votos de André Bandeira (PSDB), Ary de Camargo Pedroso Júnior (PDT), Bruno Prata (PSDB), Carlos Alberto Cavalcante (PPS), Capitão Gomes (PP), José Aparecido Longatto (PSDB), José Benedito Lopes (PDT), José Luiz Ribeiro (PSDB), Marcos Antônio de Oliveira (PMDB) e Paulo Henrique Ribeiro (PRB), além do próprio João Manoel.

O candidato derrotado, Laércio Trevisan Júnior (PR) teve três votos: de José Antônio Fernandes Paiva (PT), José Pedro Leite da Silva (PR), além do próprio.

Márcia Pacheco (PSDB) faltou à sessão. Walter Ferreira da Silva, (PPS) também conhecido como o Pira votou em branco.

POR FALAR EM CÂMARA DE VEREADORES

O auditório da Câmara de Vereadores de Itaituba no Pará estava lotado para a escolha da nova mesa diretora. Mas quando a sessão começou dois componentes iniciaram uma discussão.

O bate boca passou para a agressão física e a briga tomou conta de todo o plenário. Uma vereadora passou mal e precisou de atendimento. A polícia teve de ser chamada para controlar o tumulto e a votação foi adiada.

Veja o vídeo.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Injustiça Gera Injustiça

Não se pode negar que o fortalecimento das ações criminosas, principalmente no complexo do Alemão e Vila Cruzeiro, tiveram a “contribuição” de alguns políticos omissos.

Então quando você, na sua cidade natal, percebe as falcatruas relacionadas com licitações, ambulâncias e superfaturamento de obras, cometidas pelos distintos ocupantes do poder, e não faz nada contra, certamente estará incentivando o surgimento de “governos paralelos” como esses desbaratados ontem no Rio de Janeiro.

O sucateamento das instalações hospitalares públicas, a deterioração dos salários dos professores, os abusos cometidos nos pedágios, o enriquecimento ilícito, o controle da imprensa, em cidades vulneráveis aos corruptos, são o resultado da completa omissão e alheamento da participação popular.

O que seu deputado federal tem feito para melhorar o conforto, o bem estar e a paz na sua cidade? Ele só se dedica a financiar programas culturais e jornalísticos objetivando acicatar adversários políticos?

Você pode imaginar qual é o salário do deputado federal que acabou de reeleger? Você consegue ter a noção de quanto tempo teria de trabalhar, recebendo um salário mínimo, para conseguir o que um só deputado federal recebe, entre verbas diversas e salários, num mês?

E aquele vereador analfabeto, que quando se candidatou, afrontou a constituição da república apresentando documentos falsos? Hoje ele comemora vinte, trinta anos de ocupação no cargo. Você teria a “cara de pau” para fazer isso?

São essas mazelas que induzem, de uma forma ou de outra, o surgimento do tal poder paralelo, que acabamos de ver derrotado no Rio de Janeiro.

Só para relembrar: seria difícil entender que a sensação de injustiça provocada pela vitória de uma única empreiteira, durante o mandato de um prefeito, conduziria a consequências tão graves, como o desencadeamento de ações criminosas e organizações semelhantes às que acabamos de ver pela TV?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Absolvendo culpados, condenando inocentes


Você já percebeu a existência de pessoas que se sentem as donas da cidade? O sujeito pode achar-se o “dono do pedaço” quando por obra da corrupção vê-se reeleito cinco ou mais vezes para o exercício do mandato parlamentar.

O “proprietário” da cidade age como se realmente estivesse agindo dentro da sua própria casa ou da sua fazenda. Os contumazes ocupadores dos cargos eletivos atribuem o seu sucesso, mais ao “carinho” que podem ter do eleitorado, do que às manobras corrompedoras da vontade do eleitor.

“Mas, espera um pouco ai...” - pode tentar contestar nosso arguto leitor - “De que forma corromperiam os tais homens a vontade do cidadão?”.

Algumas pessoas sabem que o nobilíssimo presidente do legislativo piracicabano, numa audiência pública, havida há algum tempo em Piracicaba, discursou defendendo a tese de que se o candidato não ofertar mimos aos seus simpatizantes, certamente não se elegerá.

Dizia naquela ocasião, o preclaro homem político interiorano, que se o postulante não pagasse as contas de água, luz, oferecesse dentaduras, cestas básicas e conseguisse vagas hospitalares aos necessitados, ele não teria chance de ser alçado ao cargo pretendido.

Então o que vemos ai não deixa mesmo de ser a realidade anunciada pelo presidente da casa de leis piracicabana. O político tem que praticar bastante o seu lado “assistente social”.

Se o meu leitor esperto fizer uma conta bem simples, notará que os benefícios que os ocupantes dos cargos eletivos causam aos mais pobres são muito inferiores ao que lucram no final de doze meses de salários.

A perpetuação no poder vicia as instituições que passam a funcionar como se fossem propriedade do seu tutor, benfeitor, em detrimento do caráter impessoal que deve ter toda e qualquer instituição pública.

Então, especialmente numa cidade pequena, qual funcionário de repartição se negaria a conceder favores ao político que ocupa a vaga há quinze ou vinte anos? Ai está a base, o cerne, do tráfico de influencia.

E o que pode a lei ante o tráfico de influência? Você pode ter todos os argumentos, razões, provas e formas de expressão de um litígio do qual faça parte. Mas numa cidade onde as instituições estão cancerosas e disfuncionais de que lhe valeria o direito?

Não é difícil você mesmo constatar que o “jeitinho” brasileiro nada mais é do que a utilização da amizade pessoal e da opinião pública, para a solução injusta de problemas.

Com esse tipo de filosofia, com muita facilidade, absolve-se com freqüência o culpado e condena-se o inocente. Que maldita justiça é essa?

E sabe o que acontece depois? Os corruptos tentam enfiar-lhe goela abaixo outra solução “semelhante”. Os poderosos agem assim igual ao farmacêutico criminoso que não tendo o remédio que a receita lhe pede, procura empurrar-lhe outro similar.

Assim vamos indo. Eles lá saciados, satisfeitos, irônicos, enfadados, com os cofres e contas bancárias transbordantes e nós, da mundiça catinguenta, aqui a observar sem poder fazer nada.

Falta muito para que o MST comece a praticar a ordem unida?

Fernando Zocca.

Leia O Castelo dos Espíritos
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