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sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Beco




                            Para que haja progresso material e espiritual, uma pessoa precisa estar bem preparada para isso.  Além do conhecimento básico, que se obtém nas escolas, é preciso um algo mais, adicionado ao interesse em aprender.
                   Mas não é somente isso que promove um cidadão. É necessário um pouco de sorte, que definiríamos como a combinação de fatores e acontecimentos influentes de forma positiva.
                   E o local onde vive o cidadão é decisivo nessa questão de influir de forma não negativa.
                   Não é à toa que alguns políticos vivem sugerindo à muita gente, que se mude para outro lugar. É que as vibrações e fluídos existentes ali, podem ser tão malignos que feneceriam qualquer empreendimento.
                   Se, por exemplo, uma fábrica não vai bem num determinado local da cidade, quem sabe se mudando as suas instalações, para uma localidade distante, ela não progrediria mais eficientemente?
                   E essa questão de sorte implica também em desconhecer o futuro da empresa nesse novo lugar. Já imaginou a trabalheira em ter de mudar as estruturas imensas para uma localidade que também não garante o sucesso do empreendimento?
                   Como incentivo você pode receber gratuitamente uma área imensa de terra, ter a isenção de impostos por um século ou mais, obter a garantia de trabalho, para alguns conterrâneos qualificados, mas não terá, com certeza, mais sorte que precisa.
                   Sucesso é vida, movimento, ação. A degeneração, o apodrecimento, ocorre quando se para, se estanca.
                   O lugar onde tudo para não é, com certeza, um bom lugar para quem deseja enriquecer, destacando-se dentre os mais bem sucedidos da indústria mundial.
29/07/11

Mudando de assunto: você viu o galo que, ao cantar, diz: “Vai Corinthians!”?

sábado, 25 de dezembro de 2010

Fugindo da Guerra



Diante da iminência de uma guerra toda a nação se prepara. As forças armadas convocam o pessoal da reserva, a indústria é mobilizada para a produção do material bélico e a população se resguarda.

O poderio industrial de um país será responsável também por reparar, modificar e devolver ao front, os engenhos destinados à defesa e ao ataque.

Nesses casos os antigos planos serão adiados. O comércio exterior sofrerá alterações e enquanto durarem as hostilidades, os projetos de expansão industrial serão postergados.

Além da possibilidade das ações de um dos beligerantes serem atingidas no exterior, há a necessidade da concentração das forças produtivas no país de origem.

Mesmo assim se uma indústria multinacional não adia as intenções de expansão, haverá uma forte dispersão da energia passível de ser utilizada na defesa do próprio território, das suas instituições e do povo do seu país.

Os Estados Unidos sofreram uma derrota terrível no Vietnam em meados da década de 1970. Naquela oportunidade uma poderosa e tradicional indústria de tratores pesados, expandia-se pela América Latina.

Os americanos enfrentaram seus inimigos em território alheio, ou seja, os conflitos deram-se nas terras vietnamitas e a derrota não causou maiores danos do que tremores morais na ideologia e nos militares norte-americanos.

A situação diverge, e se agrava muito, quando a ameaça inimiga, da qual faz parte o uso das bombas atômicas, lança suas garras diretamente contra as cidades e à própria população.

Se a implantação de uma fábrica multinacional em território amigo for vista como provável refúgio após um possível revés militar, ela não deixará de ocorrer.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O pingo

As artimanhas peessedebistas usadas para a manutenção dos cargos são bem sutis, mas não deixam de ser percebidas.

Nesses momentos históricos em que a humanidade tem o seu habitat natural – a terra – ameaçada pelas consequências do aquecimento, aqui em Piracicaba implantam uma fábrica de automóveis.

Essa empresa produzirá milhões e milhões de motores queimadores de combustível fóssil, aumentando o poder desestruturador que transforma a natureza.

Já falamos sobre isso em outros artigos publicados, mas não seria trabalhoso para nós, repetirmos os princípios transmitidos naquelas ocasiões.

Nos polos do globo existem calotas de gelo, que todo mundo sabe é a água no seu estado sólido. Com o aquecimento do ar, provocado pela queima desses combustíveis fósseis, aquele gelo liquefaz-se, aumentando a quantidade de água nos oceanos.

Ora, mais água significa também mais evaporação. Lembremo-nos que o vapor, é a água no seu estado vaporoso. As nuvens que vemos no céu não são outra coisa do que a água no estado vaporífero.

Bom, quanto mais vapor, mais nuvens, portanto mais chuva. E quando chove muito, todo mundo já sabe o que acontece: inundações, desabamentos, desmoronamentos e muita, mas muita destruição.

Portanto a fábrica de automóveis de Piracicaba colaborará com o aniquilamento do planeta em que vivemos.

Ai, os defensores do empreendimento dizem:

- Mas a fábrica trará emprego para milhares de piracicabanos.

Está equivocado quem pensa assim. A fábrica tem equipamento automático e não usa a força muscular dos trabalhadores. Os robôs fazem o serviço pesado.

O pessoal da engenharia, e dos departamentos burocráticos, possui conhecimento específico nessa área e virão de outras localidades.

De pingo em pingo destrói-se, em pouco tempo, o que levou anos e anos para ser construído.


quarta-feira, 17 de março de 2010

O Caso

Esse pessoal do PSDB em Piracicaba gosta mesmo é de criar caso. Se já não bastasse o escândalo das sanguessugas em que os Vedoin, proprietários da empreiteira Planan entregaram o prefeito Barjas Negri a Polícia Federal, como um dos participantes do esquema de superfaturamento das ambulâncias, agora nos aparece com a aventura de instalar aqui, uma fábrica de automóveis.

A multinacional receberia, gratuitamente, toda a área do terreno onde construiria sua sede caipira. Além disso, teria por gerações e gerações, a isenção dos impostos municipais e até estaduais. Sem levar em conta o fato de que o transporte dos carros feitos aqui, até os portos ou aeroportos, os tornaria mais caros, diga-se que os empregos não seriam ocupados por cidadãos piracicabanos.

Para trabalhar numa fábrica de automóveis, o operário precisaria ter conhecimentos especializados. A cidade não dispõe de ninguém detentor de tanta experiência no ramo, que impeça a tal indústria de trazer de fora, os trabalhadores necessários.

Então a pergunta é: Que vantagem teria a cidade de Piracicaba com a instalação da fábrica de automóveis?

Ora, se a prefeitura não receber os impostos, não embolsar os valores correspondentes à venda das áreas de terras e, se as pessoas nascidas na cidade, não puderem trabalhar na indústria, pra que mais serviria a tal presença aqui?

Acreditamos que os alugueis pagos pelos funcionários, vindos do exterior aos proprietários das casas, seria muito pouco em troca do que a cidade daria.

Bom, como estamos em tempo de eleições presidenciais, cremos que esse assunto, assim como aquele dos trens, que teriam seus ramais reativados, o da construção de presídio e outras balelas, não passaria mesmo de oferta publicitária, semelhante as que fazem os magazines, quando desejam liquidar seus produtos.

Ao vermos pela TV e internet a desestruturação do ensino e das escolas públicas, quando assistimos a agonia da mãe que se obriga a acorrentar o filho, escravo das drogas, numa cadeira de rodas, concluímos que haveria muita omissão das autoridades, nesse setor.

Não saberíamos dizer como viadutos, pontes, asfaltamentos de ruas já calçadas, e outras obras materiais, seriam tão ou mais importantes do que a atenção que os chefes da cidade deveriam prestar aos seus cidadãos.

É preciso ainda que se diga sobre a enorme preocupação que tem causado a degradação do meio ambiente. Sabe-se hoje em dia que a retirada do mazute do subsolo queimando-o na superfície terrestre tem contribuído para o aquecimento da terra. Esse fenômeno causaria o derretimento das calotas polares aumentando o volume de água dos mares. Com mais matéria em estado liquido, haveria também o aumento da freqüência e intensidade das chuvas.



O caso. Fábrica de automóveis em Piracicaba. A atenção dos cientistas volta-se agora para o desenvolvimento e construção de motores elétricos.