Mostrando postagens com marcador dentista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dentista. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Boca Sem Dente

Quem gosta de novelas deve ter assistido Caminho das Indias, da Glória Perez, exibida pela Rede Globo, antes de Viver a Vida.

Se você não se lembra, no último capítulo o personagem Raj vivido por Rodrigo Lombardi, reconcilia-se com Maya, que era a personagem da Juliana Paes.

Depois de muitas idas e vindas, conflitos causados pelo ciúme, ódio, paixão e desejos de inserção dos intocáveis na sociedade, tudo termina muito bem com o casal protagonista vivendo felizes para sempre.

Ocorre que logo depois do reatamento entre Raj e Maya, ele teve de levá-la ao dentista. O doutor Hermínio era um profissional zeloso, conhecidíssimo e muito popular lá na India. Apesar de ter a fama de beberrão e tabagista, ele exercía muito bem o ofício que escolhera para ganhar a vida. Hermínio era auxiliado pelo estagiário conhecido como Leandro, que se encumbia da manutenção do instrumental.

Essa passagem não foi contada pela autora da novela, mas o pessoal do seu Blog mais querido pesquisou muito e depois de ter filmado a cena exibe-a a você amado leitor.


O profissional Hermínio, auxiliado pelo estagiário Leandro, demonstram uma ótima atuação profissional, no campo em que trabalham.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Fugindo do dentista



- Sabe seu Zé, essa negadinha fica falando que eu sou um cara relaxado, que não ligo pra cuidar dos meus dentes e piriri-pororó. Eles não sabem que sem os dentes minha boca fica maior, cabendo mais comida. E depois tem mais, viu seu Zé: quem agüenta tanta dor pra tratar os canais? Veja bem: quando eu era ainda menino, meu pai me mandava ir pro dentista por qualquer motivo. E lá no consultório aquele homem alto, chato e feio, me mantinha com a boca aberta, contando os casos que ele tinha com as namoradas. Quando o cara percebia que eu estava ficando excitado, empurrava com força aquelas suas brocas terríveis nas minhas covas inflamadas. Sabe, quem é que agüenta tanta maldade e judiação? Assim a gente não resiste. E vai deixando de lado essa história de tratar os dentes. E depois tem mais viu seu Zé: o cara não se preocupava se aquele amálgama que ele preparava continente de mercúrio me intoxicaria ou não. Os resíduos das obturações não eram retirados imediatamente, permanecendo, às vezes, durante o tempo todo da estadia no consultório, debaixo da língua. Sabe seu Zé a gente não somos paranóicos, mas sofremos muito nas mãos dessa turma de malvados. E por falar nisso, eu me lembrei de uma visita rotineira que fazia ao oculista, o cara depois de algum tempo, olhou-me bem de perto, tendo aproximado seu rosto do meu, quase o tocando. Eu acho que ele intencionava observar os capilares da retina. E depois que lhe respondi uma pergunta que fizera, sabe o que ele afirmou? Ele disse: - Você é louco. Tudo bem, mas precisava ser assim tão direto, convincente, declarado, e verídico? “Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso”, lembrei-me eu do que aprendera na escola. Mas voltando ao assunto você não acha que se eu for agora ao dentista não perderei um tempo importantíssimo, em troca de uma “perereca” fajuta que vai mais me importunar do que proporcionar satisfação? Ora, ora. E depois tem mais, viu seu Zé: pra que preciso de dentes se no meu serviço eu não os uso? Meu trabalho é endireitar, com marteladas, as latas que se encontram tortas e amassadas. Veja que dos 32 nem mesmo tenho os 28. Quem é que dorme com um barulho desses?